A abertura política em meados dos anos 80 no Brasil, e em alguns países
da America Latina proporcionaram ou deveriam proporcionar a liberdade de
imprensa, a volta de eleições diretas para o executivo, acesso a informação e
outros direitos que cabiam ao povo, seria a volta da cidadania e o fim de uma
repressão hostil contra a sociedade. Estaríamos rumo ao processo democrático,
cuja os meios de comunicação não mais se calariam diante dos abusos e corrupção
dos dirigentes desta nação, mas talvez o aspecto mais importante estaria relacionado
a ampliação de novas tecnologias de informação e comunicação, que se adentraram
em nosso país e invadindo nossos lares e escritórios. Pois, as inovações,
anteriormente, existentes em nações desenvolvidas passaram a ser importadas criando
um mercado emergente. Do ponto de vista tecnológico criamos uma enorme dependência
de peças e equipamentos para tais componentes eletrônicos. Então, seriamos
apenas consumidores de hardwares e softwares avançados, sendo que não temos uma
tecnologia própria, que possa auxiliar de forma eficaz na construção de uma
sociedade baseada no conhecimento e aprendizado. A verdadeira democratização da
informação se faz com ferramentas próprias, seja elas tecnológicas ou não, o
primeiro passo é oferecer meios para que isto ocorra, através de bibliotecas,
museus, centro de documentações e as escolas, mesmo que está última encontra-se
um tanto desmotivadora diante de tantas opções mais interessantes como as salas
de chats da internet, blogs, fotoblogs, jogos da internet e outros. No entanto,
é preciso conceber que após este anos e anos de regime ditatorial aliada à globalização
dos mercados, cujo capital não possui mais pátria, muitos países souberam
desfrutar de novas ondas, e nela surfarem muito bem, tendo a informação como
uma ferramenta para desenvolver seus projetos e aplicarem no seu mais valioso
patrimônio, as pessoas, sejam elas na indústria, nas universidades, mercado
financeiro e outros setores. Democratizar à informação é na verdade é permitir
que as pessoas exponham suas idéias, assim possam transmiti-las sem qualquer
retaliação, ou medo de ser censurado.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Democratizando a informação, caminho para o conhecimento.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Um novo código para o trabalho
Ao ler a obra do grande sociólogo
Italiano Domenico De Masi, em que ele remonta toda uma história social sobre o
trabalho. O Autor discorre sobre o ócio e sua relação com a criatividade
humana. Sua obra me faz acreditar fortemente que o trabalho não traz nenhuma
dignidade e jamais vai nos tornar brioso e valoroso dentro desta nova sociedade
pós industrial. O que se vê, é uma nova configuração do trabalho, menos pesado,
que leva o homem a ter mais tempo para refletir suas condições e necessidades.
Pois, a brutalidade de algumas tarefas apenas fazem com que tenhamos um misero salário
no fim dos mês, contribuindo para que aumente o número de miseráveis, bêbados e
pessoas descontentes com a própria vida, sem o mínimo de perspectivas. Nesta
nova sociedade investir no conhecimento e no aprendizado contínuo é uma
garantia de se obter uma vida profissional menos desgastante e mais prazerosa,
a partir do momento em que há uma escolha. Hoje temos a opção de oferecer
nossos serviços, através de consultoria, ou de forma terceirizada, com a constituição
de uma empresa. As vezes temos a impressão de trabalhar mais, ou até mesmo
trabalhamos mais, porém com mais qualidade e na convicção de que somos donos do
nosso tempo. O lazer também tem seu lugar na vida moderna, por nos permitir
refletir com mais tempo nossos projetos e ideias, ou simplesmente para possamos
fazer dele um momento de curtição, sem gastar nossas massas cinzentas e apreciar
talvez mesmo, o nada.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
O Nascer de uma nova sociedade baseada no conhecimento
Diante das mudanças ocorridas na metade dos século XX, cujo aparecimento
de novas tecnologias, principalmente aquelas relacionadas a informática,
comunicação e também no próprio campo das ciências, com a afirmação de novos
paradigmas e metodologias, a ciência da informação se constrói a partir de
múltiplos campos, seja da biblioteconomia, em que apropria-se em partes da
ciência social, quando refere-se ao usuário e suas necessidades informacionais,
por outro lado a ciência da computação entra como um campo que preocupa-se com
a relação da recuperação da informação. Neste caminho a ciências cognitivas e a
comunicação também fornecem subsídios importantes para esse caráter
interdisciplinar da ciência da informação. A ciência da informação terá sua
notoriedade, pelo fato de ser está ciência evolutiva, construída para fazer
frente aos anseios da sociedade pós-industrial, a qual podemos denominar sociedade
da informação, que tem como característica a necessidade por produtos e
serviços de informação, assim forneçam o conhecimento e o aprendizado. Desta
forma, a indústria da informação cede a essa sociedade no intuito de ampliar
sua vantagem competitiva, como forma de ganhar mercado.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Divagações filosóficas sobre um mundo que tanto queríamos
Ao pensarmos de forma
lógica a construção ou mesmo a desconstrução do mundo moderno, nos deflagramos
com as incertezas e inconstâncias de sua própria configuração, pois a
contemporaneidade nos revela as mazelas do homens e a sua relação com a pisque.
A necessidade de ter e consumir perpassa a todo momento como meio de satisfazer
os desejos de um vazio eterno. Enfim nesta sociedade em plena transição, cujos
meios de produção não mais se revelam em torno dos objetos propriamente dito,
mas sim a sua representatividade social, econômica e cultural, pode-se então
falar que a nova sociedade está mais preocupada em obter informações a cerca
daquilo que adquire e as possibilidades a qual oferece para prover sua carga de
conhecimento. Isto talvez seria um novo indicador para que organizações, como
detentoras de profissionais, que precisam estar aptos a seguirem a evolução e a
inovação tecnológica para desempenharem de forma eficaz os anseios desta nova
sociedade. As empresas, instituições e organizações precisam rever suas
filosofias e estarem atentas para está nova ordem mundial, cujos mercados não
se encontram mais isolados e sim num novo sistema de redes, que pode
influenciar e abalar todo o planeta, seria isto o que chamamos de globalização.
Então não há mais fronteiras e limites entre os continentes, mas ainda há as
barreiras culturais, a não aceitação por certos países de sentirem pressionados
pela imposição de certas medidas que contrariem seus interesses. Mas que mundo
nos desejamos? é uma pergunta difícil de se fazer, pela enorme desigualdade
econômica e social que impera neste planeta. Desta forma a nova sociedade fica
restrita apenas às elites das economias desenvolvidas, que ampliam cada vez
mais suas oportunidades e passam a dominar as melhores colocações no mercado.
Enquanto o restante do mundo padece perante a fome e ignorância.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Improbalidades possíveis, causas desconhecidas
Ao acordar pela manhã,
pensei sobre várias coisas que ocorrem neste tosco planeta, que existem
possibilidades e impossibilidades de tudo acontecer, no entanto se realizam ao
nosso contra gosto. Poderíamos imaginar de tudo que nos pode ocorrer durante um
pequeno trajeto de casa para o trabalho, sejam elas boas ou ruins. Na verdade
os acontecimentos e suas probabilidades estão ligados aos nossos pensamentos,
enfim somos aquilo que pensamos ou desejamos. Um fato curioso é tal do "dejavú",
ou meramente "alguém fez ou disse isto, neste mesmo lugar a um tempo
atrás", será um mistério ou apenas uma coincidência. Na tentativa de
explicar os grandes fenômenos "sobrenaturais" que amedrontam durantes
séculos e séculos os pobres seres humanos e aguçam a curiosidade de cientistas,
religiosos, parapsicólogos, físicos e mesmos leigos que se debruçam em seus
estudos para explicar uma série acontecimentos um tanto extraordinários, como
por exemplo: a presença de seres extraterrestre, a possessão de espíritos e o
trabalho de exorcismo. Alguns estranhos fenômenos como a santa que escorre
lágrimas de sangue, até mesmos pequenos milagres que ocorrem no dia a dia de
pessoas comuns. Poderíamos dizer que estás são improbabilidades possíveis, que
nos assustam, sendo que o desconhecido é sempre algo novo e temeroso ou tudo
não passa de imaginação de nossas mentes férteis.
sábado, 29 de setembro de 2007
Loucuras de um país utópico
Meus queridos leitores,
desculpe por não estar escrevendo nesses últimos meses. Assim ofereço uma
leitura ácida e recheada de bom humor negro, no entanto vós escrevo cheio de
crítica e dor pelas ações de nossos brilhantes políticos, que só sabem fazer
pizza. Abro esta minha reestréia como cronista, ensaísta e todos outros ISTAS,
refletindo sobre a situação geral de nossa maravilhosa nação tupiniquim. Tenho
assistido muita TV, principalmente os telejornais, vejo tanta desgraça, que ao quebrá-la,
seremos inundados em sangue e molho de catchup, além de um mar de bosta. Meus
caros amigos a justiça anda capengando, assassinos são colocados na rua, por
que a lei é falha, os Renans da vida pregam sua bunda na cadeira, e ainda falam
daqui ninguém me tira, pois eu nego tudo, sou vítima. Enfim que loucura é o
nosso país, tá tudo errado, ou só eu que não me adaptei a esta brasilidade. A
utopia do contrário existe, está presente nas nossas vidas, basta ver os meios
de comunicações, como dizia Renato Russo, que país é este. Tudo que ele falou
continua vivo e latente. Vamos dar um Uhhhh!!!!!!!!! para todos aqueles que destroem
os sonhos de uma vida melhor e nos roubam sem armas e saírem de suas cadeiras.
Este Uhhhh!!!! não é chavista, mas que tudo aqui cheira a enxofre, isto cheira.
Obrigado a pelos menos um que me leia. Pode deixar, continuarei a informar as
notícias do passado, presente e se possível do futuro, sempre mais sulforoso do
que nunca.
domingo, 5 de agosto de 2007
Quando alguém aparece...
Um dia comum, de homem comum, de vida simples, que estava só, não tinha
esperança de encontrar ninguém legal para fazer caricias, afagos e beijos. Mas
numa festa a qual não conhecia ninguém, ali estava ela, olhando para mim, em sua direção retornava o meu olhar. Está é
uma pequena história da vida que pode ser uma ficção ou realidade. Pois, quando
nos sentimos só temos a necessidade de preencher um vazio, buscar alguém que
possa mudar o rumo de nossa vida, encher o nosso dia de alegria. É muito bom
acordar com uma pessoa especial ao nosso lado. Tudo muda, ficamos mais vivos e
menos tristes por ser acariciado. Andei sempre só neste tenebroso caminho, sem
esperar por nada, agora entendo o que é ter uma pessoa legal, que venha encher
minha alma de calor e carinho.
sábado, 21 de julho de 2007
Amar não é assim
se passo pelo rua todas me atraem
O medo de não ter ninguém me aflige
Assim, sou eu, sozinho, passando dias
em minha casa, na solidão, agora
quero viver um intenso amor
Me amar, mas o que é amar
se o mundo não mais oferece
conhecer as pessoas, mas antes devo
saber que sou.
Amor, um verbo antigo
cheio de medo e confusão..
domingo, 8 de julho de 2007
A incerteza do amanhã
Acordamos todos os dias
pela manhã e caminhamos em direção aos nossos empregos, escolas, faculdades ou
simplesmente vamos ao bar da esquina para tomar uma cachaça, jogar bilhar e
debater sobre nossas frustrações diárias. Assim passa o dia, vem a noite e queremos
chegar em nosso lar, tomar um banho quando se tem água e jantar quando podemos
desfrutar de adquirir o alimento. Isto é uma vida rotineira, onde o ser humano
vive a cotidianamente, mas não se pode esquecer que lá fora o mundo é cão,
diante da violência das ruas, assaltos, estupros e assassinatos. Não há onde
esconder, mas se trancarmos em casa não teremos mais vida, seremos escravos do
medo, psicóticos de um terror urbano. Enfim não temos certeza do amanhã, tudo
pode acontecer, não sabemos se chegarmos vivos em nosso lar, mas mesmo dentro
dele sofremos as agressões daqueles que o invadem e nos levam os bens e a
própria alma, nos ferem com facas, armas e vergonha. Cadê os que nos protegem,
onde está os homens da lei, se não há mais lei, quando há, ela é a lei do cão.
Queremos paz, amor e menos glória do heróis. Neste mundo violento, somos apenas
vitimas, mas contribuímos para sermos cúmplices pelas atitudes que tomamos.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Trair ou não trair, eis a questão
A infidelidade segundo as
pesquisas realizadas, tem demonstrado um crescimento bastante vertiginoso
nesses últimos anos, principalmente por partes das mulheres. Por que tal fato
tem aumentado tanto? umas das indagações dos especialistas está ligado ao novo
comportamento da mulher moderna, que está menos dependente do marido, por trabalhar
fora e assim ampliar suas relações humanas. Talvez o fator preponderante para a
infidelidade feminina esteja ligada a suas necessidades sexuais. Atualmente a
mulher não quer ser vista como um objeto de desejo e têm cada vez mais suas
fantasias. Partindo de uma análise social, a traição seja do homem ou mulher é
vista de uma forma bastante distinta, cujo homem na sociedade quando trai é algo normal e
até salutar, ao passo que a mulher está passível de ser execrada. Seja homem ou
mulher quando traídos, as marcas ficam, pois se perde a confiança, o fruto
principal para que os relacionamentos possam ser mais duradouros. A perda da
confiança desestrutura e destrói os relacionamentos, somos seres dotados de
sentimentos. A quebra de qualquer um deles é um passo para desencadear reações
que as vezes ultrapassam os limites, que nos levam a cometer atos desastrosos.
Por mais moderno que sejam as ideias e os modos da sociedade, ainda não
suportamos certos atos que nos desmoralizam. Trair é algo muito pessoal, que
diz respeito somente a quem trai, pois devemos respeitar a sexualidade dos
outros. Mas temos o poder de renegar o traidor ou perdoá-lo. Isto só cabe á
quem é traído, ou seja de uma forma ou de outra ambos tem decisões a tomar.
domingo, 24 de junho de 2007
Triste por um fim tão trágico
Crianças, mulheres,
velhos e homens estão todos sujeitos a um fim trágico, neste mundo cruel e
enfadonho, quando tudo está perto de tornar-se uma grande geléia geral, então deparamos
com a preciosidade da vida, bruscamente imploramos por mais alguns dias, meses
ou até anos de sobrevivência. Digo isto, simplesmente pelo fato de nos mesmo estarmos
destruindo a cada dia nossa casa, na verdade nem somos nós os verdadeiro
culpados e sim aqueles gananciosos capitalista do velho mundo e dos EUA e ainda
para piorar vêm a China com a ideia de se tornar a maior potência do planeta,
que estão tirando o sossego dos ambientalistas e da própria humanidade. Além
disso, voltamos a viver sob a ameaça de uma guerra nuclear, com as sandices
desmioladas do mundo islâmico, em gerar mais armas de destruição em massa. São
essas "pequenas" atitudes de irracionalidade proveniente desde da Grécia
antiga e da Roma de Julio César que tem dizimado parte do mundo, além dos flagelos
e pestes que atacam o homem. Mesmo assim vamos caminhando a passo largos,
desenvolvendo cada vez mais novas tecnologias para atender ao consumo
desenfreado e fervilhante, que traz ao ser humano a falsa sensação de conforto
e bem-estar. Enquanto isso, um sábio mendigo me diz, "escuta aqui meu
jovem, um dia veremos coisas que nossos olhos jamais poderão suportar
ver". Era mesmo um sábio, ou apenas um louco, quem pode saber.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Um mundo da interatividade
Nesta nova sociedade, cuja tecnologia da informação tornou-se uma
realidade, um meio de sobrevivermos a tanta inovação. A cada ano é lançado no
mercado novas tecnologias de comunicação, telefonia e informática. O mais
interessante é que elas estão passando por um processo de convergência, onde as
pessoas poderão assistir seus vídeos no celular e também fazer compras pela
internet, dessa modo usufruir da TV de forma mais interativa, então jogar seus
games por meio dela, visitar bibliotecas através da realidade virtual ou mesmo
gravar suas musicas através dos I-Pods, MP5 e outros. Mas, no Brasil, um país
de grandes diferenças sociais, cuja muitas pessoas ainda não possuem se quer a
instrução básica e não tem acesso a nenhum tipo de tecnologia, como vai ser
suas vidas diante desta convergência tecnológica. Se, de fato vivemos uma
sociedade da informação, para que ela seja efetiva e completa, todos indivíduos
devem estar inseridos neste contexto. O "boom" da internet não deve
prezar apenas pela quantidade de documentos, artigos e notícias, mas procurar
resguardar pela qualidade e integridade das informações. Algo que na verdade
não acontece, pois a maioria é composta por informações imprecisas e até mesmo
contraditórias. Cabe a nós especialistas em informação, pelo menos tentar
oferecer aos usuários da grande rede "web" e suas variantes serviços
que tragam um conteúdo preciso e de qualidade, levando o conhecimento, e uma
interatividade que seja proveitosa.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Um pesar na conscência
Quanto tempo acreditei
que poderia viver sem culpa, isento de qualquer sentimento, principalmente
aquele, que por mais pequeno que fosse, não atingiria ninguém, jamais soube
retribuir o carinho que recebia daquelas pessoas, que realmente me amavam. Hoje
vejo com pesar, que poderia mudar o rumo da minha história, fazer com que as
coisas mudassem, amar mais, sem nada em troca. Buscamos o tempo inteiro o olhar
do outro, no entanto não olhamos para nos mesmos. Quando nos deparamos diante
do espelho, vemos um ser estranho, patético, cheio de problemas e neuroses.
Então, nos percebemos seres doentes, que precisa de ajuda e carinho. Talvez uma
atitude de autopiedade e vitimização, a todo momento queremos ser dignos de dó.
Tudo isso cria um pesar verdadeiro, que nos faz descaminhar pela estrada da
vida, todavia nos enche cólera, desamor e egoísmo. O Ser deve superar a si
próprio, sair da condição de vítima e se humanizar com a fragilidade dos
outros. Esta é uma rota contraditória, sendo que a maioria prefere ir pelo lado
que mais convém, em partes, aquelas onde só se ganha.
sábado, 2 de junho de 2007
O ato de ser humano
Ao
caminhar pelas ruas dessas grandes, ou mesmo, médias cidades nos deparamos com
pequenos atos de desumanidade, são pessoas esfarrapadas pelo chão pedindo um
trocado para o pão, talvez até mesmo para alimentar-se do vício diário da
bebida alcoólica e do tabaco. A maioria dessas pessoas um dia se disseram humanos,
tiveram lar, família e emprego, no entanto por ironia do destino se viram em
tal situação devido as dificuldades que aqui não nos cabe falar. O que verdadeiramente importa, é
que eles deixaram de se considerar pessoas, seres humanos , cidadãos, assim
aproximam-se mais de um animal irracional e acabam agindo pelo instinto para sobreviver.
Enfim diante dessa constatação, ou melhor, afirmação que provém deles próprios.
Qual é a nossa reação e reflexão sobre o que é ser humano. Se avaliarmos os
acontecimentos e escândalos dentro da esfera política, midiática e empresarial
perceberemos que têm muito magnata, celebridades e políticos mais aproximados a
um canino, ofídios ou caprinos, sem querer ofender as pobres criaturas, por não
dar a mínima ao que ocorre neste país, e suas mazelas. No entanto, se preocupam
apenas em satisfazer seus desejos e enriquecerem cada vez mais às custas destes
que se autodenominam a escória do mundo. Então, o ato de ser humano reside
onde? Na luxúria, na ostentação e nos meio ilegais de obter bens e poder, ou na
favela, na rua e nos lixões das cidades. Por que para ser humano é preciso
dignidade, e percebemos que tanto um como o outro não o possui. Mas é que ai
reside uma enorme diferença, o primeiro vende-se em nome da riqueza e do
dinheiro fácil, ao passo que o segundo foi destituído injustamente desta
condição. Portanto encontra-se em si um fundo de dignidade perdido, mas que ali
está.
domingo, 27 de maio de 2007
Valorizando a vida e a amizade
Nunca pensei que seria
tão gratificante reconhecer uma amizade e valorizá-la. Sempre tive uma certa
desconfiança das pessoas, pois assim me ensinaram sempre desconfiar de qualquer
um. Isto cria na gente um ar de que todo mundo não presta e só querem
aproveitar de nossa falsa ingenuidade, mas, os outros também não ficam com o pé
atrás. Quando estamos longe de casa temos que nos apoiar nas amizades que
fazemos. Enfim, se encasularmos jamais conheceremos novas oportunidades de
crescermos. Não que eu confie em todo mundo, claro que devemos procurar pessoas
que tenham boa índole e sejam honestas e sinceras, mas neste mundo de hoje
realmente é muito difícil. No entanto se estamos só e o outro também é tentar
criar um laço de amizade. Quanto a vida, certamente, é a coisa mais importante
que temos. Não haverá um amanhã, se nos seres humanos não aprendermos a
conviver uns com os outros de forma pacífica e cordial. Ter amigos de verdade é
algo raro, entretanto há aqueles que
sabem o valor de uma amizade, assim reconhecem a vida como algo majestoso e
essencial. Já dizia o poeta Gonzaguinha "e a vida é bonita, é
bonita".
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Humildade - o dom da compreensão
Ao pegar a estrada da
vida é me escarafunchar pelo sertão mineiro, a qual jamais em minha toda
existência pensei em fazer. No entanto o destino não é previsível, ali estava
eu dentro do ônibus, sem saber o que me esperava, passando por pequenos
lugarejos, até me encontrar no fim das Minas Gerais, percebi naquele lugar a
hospitalidade das pessoas, sua humildade e a capacidade de compreender o outro.
Mesmo sem palavras, apenas por meio de pequenos gestos a demonstração de cordialidade
e amizade era visível. Passei então a perceber que também tal tratamento era
misto de reciprocidade pelo meu modo de agir e tratar aquelas pessoas, mesmo
aquele mais durão e ranzinza me atendia de forma respeitosa e amistosa. Desde então descobri que por ser humilde e
educado com as pessoas, elas respondiam da mesma forma. Percebi que estar longe
de casa, dos amigos não foi tão doloroso, quanto parece ser. A partir do
momento que as pessoas saibam lidar com os outros, dando-lhes atenção, evitando
situações vexatórias e que causem desconforto e discussão desnecessárias o ser
humano passa a ganhar mais respeito, tornando-se parte de novos ciclos de
amizade. A humildade só e conquistada quando se têm a compreensão daquilo que o
outro deseja. Sabemos que é muito difícil compreender e aceitar as diferenças.
Nestas minhas andanças por este sertão de Minas, cada vez mais aprendo sobre o
ser humano e o seu comportamento diante das diferenças culturais.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Uma dura mudança
Às vezes é preciso ter
coragem, largar uma vida confortável, onde nossos pais são nosso porto seguro,
e assim trilhar um novo caminho em busca de uma identidade própria, começar a
crescer e lidar com as dificuldades do mundo. Não vai ser fácil, mas existe no
homem um espírito de sobrevivência, cujo ele sabe lidar muito bem. Talvez,
pensamos não estar preparado, enfim, fazer novos amigos, lhe dar com hábitos e
costumes que não estão no nosso cotidiano, por mais que a gente queira, não
agradamos a todos. Mas sair de casa é uma coisa que pode ocorrer por diferentes
motivos, seja pelo dinheiro ou mesmo, a busca de novas aventuras. Escolhi tal
caminho, com pouco dinheiro no bolso e nenhuma vivência fora de meu habitat,
peguei minhas malas e trilhei um caminho desconhecido, não sabia o que me
esperava. Até o momento está sendo gratificante, estou numa cidade pequena a
qual não conheço ninguém, mas percebo, que os hábitos são iguais a de qualquer
um que resida neste imenso país. O calo incomoda, no entanto o calor das
pessoas são fascinantes. Não há muito para se fazer aqui, mesmo assim, a cada
dia aprendo mais com pessoas simples e hospitaleiras.Todo ser deveria sair de
sua zona de conforto e enfrentar a estrada rumo ao desconhecido.
sábado, 14 de abril de 2007
O sofrimento de ser racional
Talvez o fim da humanidade
esteja próximo, pelo fato de sermos materialista e largamente racionais. O
racionalismo nos faz sofrer, o pensar demais, o analisar e ter que tomar decisões
sobre grande pressão adoece nosso corpo e corrói a nossa alma. Nunca se viu
tantos doentes mentais no início deste século, crises de depressão, síndrome do
pânico, além de outras doenças mais graves. A sociedade atual, principalmente
nos grandes centros urbanos convive com a solidão e o medo constante. O ser
racionalista não possui uma vida ativa, faz dela um objeto de temores e só
acredita naquilo que se vê e se sente, como prova da ciência. Mudar o rumo da
vida é passar a sentir emoções, ter fé naquilo que não se vê e sim no que se
sente. Pois as emoções abrem precedentes para os sentimentos que tornam o ser
humano mais humano e menos egoísta. Vale dizer que a fé, não num sentido
religioso ou espiritual, mas sim como instrumento de canalização para realizar
os desejos e até mesmo de cura perpassa pela emoções, cujo racionalismo torna-se inviável e até mesmo antagônico. O
racionalista realmente sofre de forma invisível, pois canaliza um excesso de
pensamentos baseados na retórica enviesados por uma verdade nem sempre real e comprovada
pela ciência. Portanto, as vezes acreditar em algo que nos foge a uma
explicação lógica pode ser um caminho para a felicidade.
sábado, 7 de abril de 2007
Preservar o mundo
Em meia a tantas
desgraças, ainda sobrevivemos em um planeta caótico, cuja florestas estão sendo
degradadas, os rios poluídos, o excesso de gases poluentes provindos das fábricas,
carros, e a enorme quantidade de esgotos lançados ao mar e rios são as causas
que contribuíram para que os regimes de chuvas fossem alterados, provocando
quadros irreversíveis de secas em diversas partes do mundo, o desmatamento das
florestas criaram verdadeiros desertos e agora percebemos que o planeta está
muito mais quente, a temperatura já varia em torno de 2 a 3 graus Celsius. Toda
essa mudança climática provoca um enorme
desconforto ambiental, gerando mais dificuldades para o plantio, criação de
animais, e conseqüentemente amplia a pobreza e a fome. Portanto não basta só
para os países ricos falarem que deve se preservar a Amazônia, que é o berço
ecológico do mundo. Mas olharem para dentro de suas casas e verem o quanto eles
gastam em água, produtos industrializados a base de petróleo, além de diversos
outros que destroem a fauna e a flora e são poluentes a natureza. Não devemos
aceitar de forma alguma que aqueles países que nos impõem medidas de proteção
ambiental, sejam os mesmos que mais gastam energia e devastam ambientalmente o
planeta. As ONGs que trabalham neste sentido, deve trazer projetos concretos e
exigir que suas nações façam políticas de proteção ambiental e também trabalhem
para que ocorra a educação e formação de cidadãos comprometidos com a
preservação ambiental. Somente o desenvolvimento, sem a consciência de que é
preciso manter a sustentabilidade para futuras gerações será a condenação da
espécie humana ao fim.
domingo, 1 de abril de 2007
A nova versão do feminino
As mulheres deixaram seus
lares e filhos, aprenderam que possuía força e poderia movimentar a grande roda
da história e fazer uma nova revolução, a revolução de saia. Essas mulheres
vistas até mesmas por outras eram taxadas de anti-sociais, rebeldes e loucas,
no entanto ganharam adeptas e seguidoras que já não queriam apenas ser meras
coadjuvantes da história e sim, parte importante dela. Neste século XXI
percebemos que tal luta não foi infrutífera, grande parte das empresas tem em
seus quadros diretivos mulheres, que possuem tanta competência como qualquer
um. Na política, nas artes e até mesmo em serviços pesados elas dominaram.
Portanto na contramão da história, os países mais pobres ainda enxergam a
mulher como uma peça, um objeto de sexual, que deve apenas satisfazer o desejo
dos homens e servi-los nos momentos que desejam. Segundo alguns psicanalistas,
a mulher é detentora do poder, pois sabe seduzir e extrair do sexo oposto as
suas vontades. Às vezes, são ardilosas e segura de seus desejos, mas também
trazem em si uma certa fragilidade oportuna, a qual desconhecemos. Mulher, o
ser que enlouquece qualquer homem, que fascina e amedronta. hoje livre de
preconceitos dominam e geram novas safras, que amanhã terão o poder. No entanto,
estarão procurando aquele que a ame e a chame de mulher.
Natureza