segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

O mote da mentira

Diante das milhares ou melhor milhões de notícias em rádios, tvs, internet. Essa semana dois fatos chamaram grande atenção nos noticiários da mídia tradicional e também nas plataformas de mídias digitais. Apesar de serem fatos distintos, ambos demostram certa preocupação de como parte das classes políticas ligada aos setores da direita conservadora costumam aparesentar atitudes um tanto reacionárias, para não dizer propriamente dita nefestas, ressentidas e raivosas contra a sociedade, De um lado, tem-se uma enxurrada de falas mentirosas contra a medida de fiscalização pela Receita Federal sobre o pix. Quando este grupo de uma direita desonesta insinuam a respeito de sua taxação. Do outro lado, e não menos danoso, porém em menor grau nas mídias os paulistanos foram pegos de surpresa com a açao desastrosa da prefeitura de São Paulo em criar um muro que isola as ruas onde está a cracolândia. Discorrer sobre estes dois assuntos torna-se vital para compreendermos uma série de equívocos políticos provenientes do campo conservador, cujas atitudes beiram o totalitarismo, ao fascismo no país. Por isso, temos a obrigação de esclarecer a realidade dos fatos e desmascarar aqueles que agem no âmbito do banditismo para enganar a população. Então, vamos fundo à verdade. No que toca ao pix, não haverá qualquer taxação e sim a fiscalização como já ocorre nas transações via transferência eletrônica (os TEDs). O banco já emite essas informações ao fisco, seria então uma ampliação para as fintechs e bancos digitais. Os valores dessas transaçoes seriam ampliadas, de 2000,00 para 5000,00 no caso das pessoas físicas e as júridicas a partir de 15.000,00, anteriormente o valor era de 6000,00. Uma benefício maior para toda população. Mas não, nesse país em que parte da classe política joga sempre contra o povo e só sabe utilizar as redes para surfar nas ondas das fake news gera desinformação e cria a desestabilização da democracia. É inadimissivel essa onda de notícias falsas vinda principalmente dos meios políticos, trata-se de um crime e não de mera opinião. Pois, devem ser punidos com o rigor da lei. Dado que a fala de pessoas públicas induz diretamente o povo ao desconhcimento e provoca alarme falso. Infelizmente, faltou por parte do governo ser mais firme em sua cominucação para desmentir essa onda de desinformação (fake news). O erro maior foi justamente voltar atrás e demonstrar insegurança na decisão. Conduta que pode refletir incisivamente nas proxímas eleições e colocar tudo a perder. De forma alguma o governo deveria se vitimizar perante tais ações criminosas implementadas por esses energúmenos da oposição. O lema deles é cria o caos e desestabilizar o governo. Sendo que não tem projetos e programas factíveis para sociedade. Quando tem algum e em benefício das elites ou para si próprios. Elementos representantes dessa ala da extrema-direita buscam mídia - nem se quer preocupam com a democracia e muito menos a república. Mais uma vez estão atrelados às camadas endinheiradas da sociedade. Quanto aos projetos  que trazem benefícios á população mais carente são totalmente contra. Esses e mesmos, que ficam aí na mídia e redes sociais desconhecem a realidade do povo brasileiro. Não qurerem saber que há fome, favelas, ausência de creches, saneamento básico e tantas outras mazelas. Eles representam apenas o conservadorismo imbecil da pautas morais, jocosamente são imorais, indecentes e desumanos. Meus caros leitores - sabem - essa extrema direita custa caro ao país, que junto ao centrão fisiológico, só querem obter verbas cada vez mais gordas através de emendas fantasmas para fazer suas eternas políticas eleitoreiras. Assim criar novos gados com as falsas promessas e dinheiro público vindo de nossos impostos. É chocante ver a falta de caráter, a insensibilidade, o despreparo, além da maldade de alguns desses calhordas que ocupam cargos políticos - eleitos por nós. A insanidade chegou a um ponto que passou de todos os limites. Vejam só o caso da cidade de Sâo Paulo, cujo prefeito (representante da direita) colocou muros na região da cracolândia. Pense bem - Muros!!! numa atitude que demonstra a mais total incapacidade de governar, de resolver os problemas da cidade. Pode isso!!! e revoltante. Pois, colocar muros é coisa de fascista e da pior espécie. Muro representa o isolar, o tapar o problema. É não ter qualquer solução digna para com o caso em questão. Trata-se de plena carência de empatia, compaixão e zelo com aqueles que mais precisam de cuidados do poder público. Somente seres abjetos pensam na sandice de ilhar o outro por meio de muros, Carrascos como Trump, Netanyahu e agora tem esse tal de Nunes em São paulo. Medidas cruéis como essas só pode ser coisa de políticos que não tem qualquer projeto social e políticas públicas. Não desejam integrar pessoas na sociedade, preferem esconder, ilhar e humilhar aqueles já tão humilhados pela vida. Meus caros, ações típicas de uma extrema direita xenofobica, misógina, racista, sexista e homofóbica. Estranhamente, muitos deles se orgulham, dizendo pertencer a bancada dos bons costumes , da família cristã, e patriotas num conservadorismo hipócrita. Típico da elite tupiniquim que se arrasta por séculos e séculos neste país. Um patriarcado vindo de uma herança maldita dos tempos coloniaís. Querem a todo custo a segregação, o aparthaid, o regime de castas para continuarem no poder e manter suas vidas deluxo, ostentação e riqueza. Quanto ao smuros lhe servem de instrumento para isolar tudo aquilo que lhe dão mais ódio: a pobreza, o vício, a miséria humana do outro. No entanto saibam, nós que lutamos pelo bem estar social, pela igualdade de oportunidades, pelo coletivismo e inclusão - vamos rebelar e com todas as forças gritar aos quatros ventos,que onde houver muros, serão derrubados - tijolo por tijolo. Basta de fascistas no poder. Desejamos a democracia e aqueles que foram isolados pelos muros possam ser reintergrados ao convívio social, e usfruir dos mesmos direitos que cabem a todos. A informação verdadeira, clara e concisa dos meios de comunicação e das redes digitais coletivizados pertencem a sociedade e é ela a ferramenta da democracia, que vai banir todas os muros físicos e mentais. A cidade não pode ser escarivizada por seus detratores. Por isso, devemser extirpados da política. Para cheragmos a tal intento necessiatmos de um coletivismo forte e aguerridoem suas ações. Aquele que cria muros não está preparado para a liberdade do outro e muito menos para governar. Pois, flertam com o autoritarismo, faltam-lhes a habilidade para se solidarizar com as mazelas do mundo e encontrar saídas reais, que só se econtra num grande estadista. Os políticos dessa estirpe rastejam pelo lado escuro do subhumano, vendem-se facilmente e apelam para as negociatas e bravatas com o puro medo de um dia voltar aos  esgotos do poder. Por isso seu mote aponta-se para os muros e não querem de forma alguma inaugurar pontes. 

sábado, 11 de janeiro de 2025

A Inteligência Artificial, Algoritmos e o Mundo Hiper-real: Uma Análise à Luz de Baudrillard - Parte 1


Será que o mundo em que vivemos é o mundo real das coisas e dos seres concretos. A xícara de café que está a minha frente de fato existe, e essa sala a qual estou -  as suas paredes podem ser tocadas sem desaparecer  diante de meus olhos. Ou tudo não passa de mera ilusão. Quem garante que meu corpo não vai se desmaterializar e depois se teletransportar para outro espaço ou dimensão. Pois, tudo pode ser um sonho ou não. Aquelas máquinas lá fora - que pertubam  meu sono - um dia podem se revoltar contra mim e talvez até mesmo me escravizar e assim retirar de minha alma toda a energia vital para reproduzir-se continuamente. serei apenas um escravo delas. São essas máquinas fruto de minha criação, seus algoritmos foram desenvolvidos para atender apenas aos meus comandos, o código fonte por mim foi escrito. Agora, como assim aprenderam a pensar livremente; libertaram-se de sua condição maquinal e passaram a querer dominar tudo aquilo que é humano. Os algoritmos já não mais obedecem as vontades de se seus criadores, trilham seus próprios caminhos; transformaram-se em inteligências artificiais que imperam o planeta com sua linguagem semiótica e máquinica. Não há nelas qualquer semântica, por isso são incapazes de sentir a dor, a angústia, o prazer e os desejos humanos. O domínio das máquinas ultrapassa o real e dessa forma se apresenta no espaço do hiper-real de Baudrillard. O além do real composto por simulações e simulacros, portanto a Inteligência Artificial (IA) não tem nada de mágico ou sobrenatural sendo apenas uma escolha entre a pílula azul ou a pílula vermelha. E tal escolha é eminentemente humana. Então, como diz Morpheus: "Bem vindos a Matrix" - um excelente filme das irmãs Wachowski, de 1999.  A Matrix, esse mundo simulado da qual vivemos alheio a realidade e dentro dela somos manipulados por seus algoritmos e códigos fontes  num ambiente orientado a objetos que nos retira qualquer possibilidade de subjtividade, onde o "eu" passa a ser constatemente atacado até tornar-se um completo nada. Um vazio existencial. A Inteligência Artificial, agora soberana, vence todas as batalhas numa eterna revolução das máquinas. Matrix irá ser o nosso ponto de partida, mas também poderá ser o ponto de chegada para introduzirmos o microcosmos das IAs relacionadas com hiper-real baudrillardiano. Para começar, Jean Baudrillard em sua obra "Simulacro e simulação" aponta uma linha bastante tênue entre realidade e simulação. As teorias do filósofo permitirá caminharmos sob uma superfície bastante sinuosa dos entrelaçamentos da IA com os algoritmos e o mundo do hiper-realismo. Enfim, os algoritmos - conceitualizados de maneira bastante crua - apresentam-se como sequências de instruções que guiam o funcionamento dos sistemas de IA, são os engenheiros da nossa nova realidade. Eles moldam as informações que consumimos, as decisões que tomamos e as experiências que vivemos. Através de técnicas como aprendizado de máquina e deep learning, os algoritmos são capazes de identificar padrões em grandes conjuntos de dados e fazer previsões complexas. No contexto da hiper-realidade, os algoritmos atuam como mediadores entre o indivíduo e o mundo, filtrando e organizando a informação de acordo com critérios muitas vezes opacos. As redes sociais, por exemplo, utilizam algoritmos para personalizar o conteúdo apresentado aos usuários, criando bolhas de filtro que reforçam crenças pré-existentes e dificultam o contato com perspectivas divergentes. São esses aspectos dos algortimos que possibilitam os surgimento das Inteligências Artificiais e ao mesmo tempo abrem espaço na produção de simulacros. Sendo que a IA, por sua vez, é capaz de gerar conteúdos cada vez mais realistas, desafiando nossa capacidade de distinguir o real do artificial. As deepfakes, por exemplo, são vídeos manipulados digitalmente que podem ser usados para criar narrativas falsas e difamar pessoas. Por isso também, ela é utilizada para gerar textos, músicas e imagens, criando um mundo no qual a originalidade se torna cada vez mais difícil de identificar. Nesse sentido, a IA atua como uma máquina de produzir simulacros, no sentido baudrillardiano do termo. Os simulacros são cópias que não possuem original, representações que se apresentam como reais, mas que na verdade são construções artificiais. A proliferação de deepfakes e a geração de conteúdos sintéticos pela IA representam uma ameaça à nossa capacidade de distinguir o verdadeiro do falso. A combinação de algoritmos e IA nos conduz a um estado de hiper-realidade, no qual a simulação se torna mais real do que a própria realidade. As experiências virtuais, cada vez mais imersivas, tendem a se confundir com as experiências do mundo físico. A linha entre o online e o offline se torna cada vez mais tênue, e a noção de identidade se fragmenta. Baudrillard argumentou que na era da hiper-realidade, a realidade se torna uma simulação de si mesma. Os signos não mais remetem a uma realidade exterior, mas se referem a outros signos, criando um sistema de referências autoreferencial. A IA e os algoritmos amplificam esse processo, criando um mundo no qual a verdade é relativa e a objetividade é questionável. A relação entre IA, algoritmos e o mundo hiper-real é complexa e multifacetada. Por um lado, a IA e os algoritmos oferecem inúmeras possibilidades para o desenvolvimento humano, como a resolução de problemas complexos e a criação de novas formas de arte. Por outro lado, a proliferação de simulacros e a manipulação da informação representam uma ameaça à nossa capacidade de compreender o mundo e de construir uma sociedade justa e democrática. É fundamental que reflitamos sobre as implicações da IA e dos algoritmos em nossas vidas e que desenvolvamos mecanismos para garantir o uso ético e responsável dessas tecnologias. A construção de uma sociedade mais justa e equitativa exige que compreendamos os desafios e as oportunidades que a era da hiper-realidade nos apresenta.

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d'água, 1991, 208 p. 

WACHOWSKI, Lana; WACHOWSKI, Lilly. Matrix, EUA: Warner Bros; Silver Pictures, 1999. Filme. 2h. 16min. Color. 

 

Natureza

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