sábado, 6 de junho de 2026

A leitura do método filosófico: uma busca inalcançável ou não

Introdução:

No semblante cansado de um homem amargurado pelo tempo encontram-se os segredos mais recônditos, em seus olhos percebe-se um traço de infelicidade e desapontamento com a vida, em sua mente, talvez, guarda-se ressentimentos e desesperança de tempos difíceis de um passado sem glórias. Ele prefere o silêncio e o a escuridão da noite para remoer e digerir seus desencantos. Só o olhar já escancara sua cicatrizes. As palavras lhe são inúteis, incapaz de expressr a sua mais tenra solidão. Alguns o apontam como sábio, um demiurgo, um semi-deus. Já outros o acham um louco, quem sabe um misantropo por estar ali sentado de maneira resignada,imóvel, entocado dentro de si,como um caracol que enfia-se dentro da concha. Não, meus caros leitores, nunca foi ele o mensageiro do saber, o filósofo das ruas, e apenas um ser atormentado por um passado incerto e distante que o assombra em devaneios. Então, o que podemos com ele aprender perante seu silêncio ensudercedor. Talvez, o filosofar de uma sabedoria inexistente; o caos de uma mente desconexa do mundo real possa nos ensinar algo que já tanto sabemos. O observar minuncioso das pequenezas do nada nos torne mais compreensivos diante das desgraçasdo mundo. Mas, como entender aquele ser, se não se quer um grunhido, nem mesmo um gesto naquele corpo inerte, parece morto, no enanto a mente gira, rodopia feito um pião e tagarela silenciosamente na confusão do pensar. Eis, um sábio - gritam os mais exaltados. Quiça haja, jamais descobriremos. Paira assim o mistério do filósofo. 

Reminiscências do filósofo

Que diga-se a ele que o pensamento jamais esteve circuinscrito no limiar do saber raso. Há nas profundezas do consciente, ou quiça, no inconsciente alguma lembrança do ato de elucubrar ideias, construir conceitos, fixar analogias próprias num discurso. É isso, simplesmente isso que nos encamnha na direção da sabedoria. Acresce-se a esse caldeirão ontológico as capacidades cognitivas da criação artistíca, o fazer manual, o modelar a massa e dela surgir a mais sublime obra de contemplação. Sabe-se que a arte existe única e exclusivamente como mecanismo para romper o vazio do cotidiano e abstrair o peso do mundo a qual carregamos e aliviar-nos da imensa dor, uma dor fingida e canalha. A plenitude do humano nunca tivera nas tarefas, na labuta, no atordoar das máquinas e no barulho ensurdecedor da fábrica. Mas sim, nos movimentos suaves do corpo, no redemoinho da dança e no fazer arte. Assim, rompe-se o enferrujar das articulações e volta-se a primazia do mover-se. No entanto, falta-nos a sensibilidade do sentir a brisa fria do ar, o molhar os pés na água limpa do rio e depois correr ao mar. Vejam, apreciem e venerem as pequenas coisas, a simplicidade de abservar atentemente por horas as trilhas das formigas, o cantar do passáros ver a chuva pela janela do quarto num dia frio. Isso chama-se viver, e estar vivo é uma dádiva, privilégio do existir e do estar presente. Com isso, tornamo-nos observadores do mundo, porém, não do mundo dos homens e do cosmo. E sim, de um microcosmo, o ambiente das pequenezas, daquilo que é imperceptível e raro. Diante de tudo, o que se deseja é um pensar. Um pensar lento,cuja mente vagueie vagarosamente pelas páginas de um livro, numa leitura dotada de prazer e que as páginas sobressaltem o nosso olhar. Nelas veremos uma multidão de ideias, conhecimentos, saberes e tendências. Por outro lado, guerras, miséria, doenças e conflitos estarão na pauta do dia. 

Uma leitura suave

Em um mundo conflituoso de guerras, doenças e imensa destruição dos ambientes e dos espaços; busquemos a paz. Principalmente a paz interior enão só para um ser, mas que a Gaia terra seja irmanada na igualdade e na tranquilidade. E então, uma nova ordem seja estabelecidada para definr positivamente o século XXI. Não se quer o caos, nem guerras e muito menos a separação dos povos. É preciso criar pontes para ligar ideias, culturas, economias, políticas e fazer o planeta fluir como um rio. Daí teremos uma leitura mais suave das coisas que pretencem a este velho mundo. Tornando mais fácil ressignificar nossa relação com os elementos metafisicos. Portanto, como é bom se jogar, poder mergulhar de cabeça em algo que nos faça sentir verdadeiramente inteiros e plenos. E então, não se preocupar em ser outro, apenas nós mesmos com todos os defeitos, imperfeições e limitações. Ler as entrelinhas do mundo permite-nos buscar vias e rotas antes não naevgadas, surfar ondas desconhecidas, embrenha-se por matas virgens e perder-se por completo. Sermos um emaranhado de nós neurais, que entre laços, conexões e neurônios perfazem as ligações sinápticas ultrapassarem as forças do pensar, gerando estrondosa capacidade telepática. Com isso, não precisaremos mais de palavras para demonstramos sentimentos, basta apenas um olhar e toda compreensão materizaliza-se. É a completude do ser na sua transcedência metafísica, que coloca abaixo a mais avançada das tecnologias. O próprio corpo e mente transitam informações, conhcimentos e sabedoria. Nele, o corpo, basta o que há de hardware e mente - software - deixando para trás qualquer vestígio de inteligência artificial. No ser a inteligência brota do natural,do aprender, do imitar e do comunicar não só com palavras, mas com gestos, olhares e expressões peculiares de aprovação ou reprovação. De tal leitura caminha-se para a relação homem-máquina. 

Leitura do homem-máquina

Homem, máquina complexa de subjetividade, limítrofe e ao mesmo tempo insuperável na caçada por soluções frente às dificuldades. Por isso a insistência de viver até o último segundo, o último suspiro - o sopro de vida na ilusão da vida eterna. Só a morte é certa. Nasce daí a nossa crença em criar divindades, cultuar deuses numa fé arraigada. Raiz suprema da história para guardar memórias e valorizar ancestrais. O traço típico nascente da civilização está e enterrar os mortos , encomendar as almas num réquiem como um festejo fúnebre e assim bebem-se os mortos. Então, criamos Deus a nossa imagem para ao mesmo tempo celebrar e punir nossos atos. Um bode expiatório cujo devemos devoção, súplicas e culpa. Bem, nunca sou eu, sempre será Deus. Dessa forma, fugimos de nossas responsabilidades divinas e entregamos nas mãos desse ser etério e incorpóreo as mazelas do mundo e as nossa também. Se por acaso perdemos a razão, qualquer seja o motivo, não diz que somos irracionais e muito menos faz de nós animais. Apenas retornamos a origem do instinto primitivo, e isso explica os medos, as angústias, os atos involuntáriosque predominam o inconsciente. Perder a razão é voltar-se para a essência do ser, talvez o desconecatr-se do presente viver, deligar-se do contemporâneo e atingir o princípio, a gênese humana. Somente os loucos entenderão o que seria a perda da razão e da mesma forma os puros de alma. A certeza é dogmática e não nos faz sábios, diate dela somos apenas tolos. O absoluto nao nos abre a mente enem pertence a ordem do pensar. O grande segredo da sabedoria - dizem os filósofos - está nas perguntas, nas dúvidas e por isso nos levam a pesquisar, a arguir e procurar saídas aos problemas. Dessa forma as respostas surgem naturalmente, fluída como a água. 

Métodos errados são um problema 

Querer insistir em métodos já vencidos, não produtivos,dotados de erros jamais permitirá que avancemos em nosso conhcimento. Ao tomar essa estrada procure corrigir a rota, avalie novas possibilidades, busque despir-se de suas crenças e valores ultrapassados, já não valem mais nada. Bem, os paradigmas são outros e logo serão substítuídos num curto prazo. Pois, a luz clarividente do saber se fará inteira apenas se desdobrarmos de nossa ignorância, e para isso acontecer é preciso admitir nossas falhas e assumí-las com humildade intelectual. Portanto, darmos a mão à incerteza nos torna mais forte intelectuamente, abre-nos os ouvidos para compreender o outro e saber que ele não é um inimigo a se evitar. Saímos então da posição de desconfiança e desconforto. Com isso, tornamo-nos mais tolerantes, ávidos a ouvir e aprender sem nos fecharmos dentro da concha do absoluto. Da forma como utilizamos o método podemos ser induzidos ao erro e assim colocarmos tudo que construímos a perder. A solução muitas vezes encontra-se numa metodologia simples e eficaz, porém a descartamos por ser demasiadamente simplória. Logo, deem-nos o direito de não ter certeza sobre nada, de sermos contraditórios e de desconstruir o quanto for necessário. As vezes é melhor não ter métodos e nos guiarmos pela mais pura intuição. Claro, tais atitudes deixarão profundas feridas, porém um dia cicatrizarão e cada marca será um lembrança viva do quanto aprendemos. Aqueles que não apresentam marcas e cicatrizes é porque ainda não amadurecerem o suficente para andar sozinho e está preso as suas raízes. Cabe-lhe desvencilhar de suas certezas, ilusões e preconceitos. Mas para isso, precisam adotar o método que lhe seja o mais adequado. 

Natureza

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