terça-feira, 12 de maio de 2009

Hipertexto, hipermídia: uma hiperbóle tecnológica - parte II

Nesta segunda parte abordaremos a internet como meio de convergência da leitura e imagem. Para Castells, autor do livro "Sociedade em rede", a internet é a espinha dorsal da comunicação global mediada por computadores - é a rede que liga a maior parte das redes. Na internet temos a convergência da imagem, som e escrita, o que permite uma ampla interatividadee favorece a criação de comunidades virtuais, trocas de informação e colaboratividade. N0 entanto, esse modeloda internet baseado numa dinâmica de rede, atraem o mundo organizacional , cujas empresas passam a desfrutar deste ambiente, abrindo novos mercados. Assim a lógica capitalista percebe a internet como novo paradigma tecnológico. Segundo Castells o efeito destas novas tecnologias da informação juntam processos de produção, distribuição e direção por meio de organizações e diferentes tipos de atividades. O nosso interesse não e debater sobre a internet no mundo dos negócios, apenas demonstramos sua diversas usabilidade. O que nos interessa é corrrelacionar este meio de comunicação interativo com as novas formas de ler e ver. Desta forma, a internet, por se tratar de uma rede, permite -nos ler, escrever, criar imagens de maneira colaborativa, assim passamos de simples leitores, telespectadores e ouvintes para criadores de contéud, dialogando a distância nossas ideias e percepções do mundo. Estes olhares voltados para a internet contribuem para seu aspecto multidimensional e auto-evolutivo, de tal forma que o tempo perde sua linearidade e o espaço físico já não possui mais fronteiras ou talvez nem exista, prevalece assim a ideia de virtualização, que conforme Pierri Lévy é a passagem de solução dada (atualização) a outro problema, isto é, do atual ao virtual. O virtual é parte importante de um espaço não físico, presente nas redes da internet, denominado ciberspaço.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Hipertexto, hipermídia: uma hiperbóle tecnológica - parte I

1- Introdução:

Gramaticalmente o prexifo grego "hiper" tem como significado: Sobre, superioridade, demais, excesso. Assim o prefixo "hiper" ganha uma conotação no mundo tecnológico, através da hiperligação que ocorre com o advento da web e suas ferramentas. Mas antes de adentrarmos no mundo do hipertexto e da hipermídia, vamos falar um pouco das formas convencionais de comunicação e leitura, que será debatido no primeiro capitulo, cujo título é: As velhas formas de ler e ver o mundo.
2- As velhas formas de ler e ver o mundo:
O que nasceu primeiro o livro ou o leitor? nesta brincadeira perguntei à alguns religiosos fervorosos, que tem sua crença arraigada na igreja católica e uma cultura pouco elevada, me respoderam que a bíblia foi o primeiro livro da face da terra e escrito por Deus. Assim presumo, que tal resposta parte de uma visão equivocada a respeito da relação entre o leitor e o livro ainda permanece nos dias atuais. Mas este não é o asunto de nossoa artigo, apenas introduzi o parágrafo acima, com a finalidade de demonstrar, que ainda há preconceitos e arcaismo em pleno século XXI.
O que buscamos com este artigo é debater a linearidade e não-linearidade da leitura, que estão presentes nos objetos de comunicação e leitura, sendo que o livro impressso (Gutemberguiano), ainda prevalece na atual sociedade da informação e certamente continuará a ser objeto de consumo e instrumento de aprendizado e lazer devido a sua constituição física e palpavél, com textura, cheiro e cor. O livro físico ao contrário das novas formas de leitura, apresenta um caminho linear, mesmo que recheado de imagens, desenhos, gráficos e tabelas, ao qual o leitor faz uma decodificação dos símbolos nele presente. O aspecto linear do livro e a sua forma permite ao leitor transitar pelos espaços físicos, de um local para outro, anotar, grifar, rabiscar e manuseá-lo com grande liberdade. No entanto, o ler começa a dar lugar ao ver, pois novos meios de comunicação passam a adentrar as casas das pessoas, neste caso a televisão torna-se um meio popular, arrebanhando uma massa de telespectadores, que se prende diante da "tela mágica".
A televisão diferentemente do livro, se baseia numa linguagem mais visual, gestual e auditiva, focada na imagem, o que necessariamente não exige um esforço intelectual por parte do espectador. A linguagem televisiva retira das pessoas a capacidade de pensar, abstrair, processar ou mesmo assimilar informações, por ser um meio fragmentado e principalmente preocupado apenas em atender aos apelos do capitalismo e do consumo, através das campanhas publicitárias, que geram enormes receitas. Os anunciantes se aproveitam deste efeito massivo da TV para venderem seus produtos. Apesar da TV ainda ser no "mundo de McLuhan" um meio de comunicação de mão única e não de interação, ou melhor um "meio frio", onde não há troca direta de informação, como ocorrem na internet. Assim, culpamos a TV de ser o grande mal da sociedade atual, mas não é por aí, enfim o problema está ligado ao contéudo e não a forma, com uma programação de baixa qualidade, que aponta o telespectador como um sujeito dotado de imbecilidade, ignorância e incapaz de avaliar a qualidade dos programas, basta vermos os "big brothers, os reality shows".
A televisão só passará a ganhar interatividade, a partir do momento em que as trocas informacionais forem efetivadas pelos telespectadores, como ocorre na internet, demonstrando sua indignação em relação aos contéudos de pessíma qualidade, que a sociedade é obrigada a assistir. No próximo capítulo do artigo abordaremos a internet, o hipertexto e a hipermídia como elemento para o desenvolvimento da leitura, escrita e aprendizagem.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A informação como ferramenta estratégica nas empresas

Não há quem descorde, que informação é sinónimo de poder. Pois a vantagem competitiva das empresas se refletem no fluxo de informações que ela adquiri ou repassa aos seus colaboradores e tomadores de decisões, como uma maneira de transformar estas informações em conhecimento e ao mesmo tempo lucro. Por exemplo o retorno de investimento (ROI) depende de como as informações estão sendo armazenadas e distríbuidas pelos responsáveis do setor financeiro, a elaboração de bons relatórios, balanços e demonstrativos referentes aos gastos, compras e investimentos são fontes preponderantes para o desenvolvimento de novos projetos, que a empresa venha a fazer e também na tomada de decisões relativas ao setor de finanças e contabilidade. Neste caso denominamos como informação estratégica, aquela que é preponderante para os altos executivos e seus respectivos departamentos. Munir estes executivos de informação cabe ao especialista de informação, que têm como papel buscar, selecionar, organizar, tratar e disseminar as informações, para que sejam "a posteriori" utilizadas dentro dos departamentos ou na empresa como um todo. As ferramentas para o trabalho informacional do especialista pode estar presente tanto em fontes formais e impressas como anuários, jornais, revistas, balancetes, assim compilada num relatório, ou em fontes informais digitais, no caso sites da internet, e-mails, portais, base de dados eletrônicas e outros mais recentes como os blogs e wikis. No entanto, não adianta a empresa investir milhares e milhares de dinheiro em tecnologia de informação, se ela não preza, por um profissional que crie uma cultura informacional dentro da empresa. Desta forma o especialista em informação, não trabalha apenas como um mero corretor de informações, ele têm de treinar os colaboradores e altos executivos para serem mais que usuários, e sim divulgadores e gestores de toda carga informacional, que circula no ambiente organizacional. Incentivar a troca de experiências, fazer sessões de brianstorm, apoiar as novas tecnologias pode ser o pontapé inicial para o processo de gestão do conhecimento. Então, este profissional da informação, que pode ser um CIO, Bibliotecário, gerente de conteúdo, não importa a denominação que seja, tem de prezar pela valorização da informação, enxergando-a como um instrumento e meio para atingir a competitividade no atual mundo dos negócios, cujos mercados se tornaram mais amplos, devido a sua internacionalização.

sábado, 18 de abril de 2009

Evolução do homem um caminho para o conhecimento

O desenvolvimento tecnológico é uma evolução humana, que se inicia com o homo erectus, as primeiras ferramentas de caça feita das lascas de pedras demonstra uma necessidade de sobrevivência deste primórdio na linha evolutiva do homem, a ideia de agrupamento era uma forma de se proteger dos animais, o uso de lanças feitas dos galhos das árvores são os primeiros instrumentos tecnológicos desta espécie. Portanto as intempéries ocorridas no planeta fazem com estes seres busquem novas terras, a migração os levam além dos continente Africano, rumo a Europa e Asia. A contínua evolução destes seres devido a necessidade de uma adaptação as mudanças, trazem a tona o Homos Neandertalis, com seu cérebro bem maior e capacidade de sobreviver as temperaturas muito baixas, devido a sua constituição física, este ser vive especificamente da caça, e cria alguns instrumentos de caça, portanto com uma comunicação bastante primitiva, este não é uma evolução do homem moderno e sim um primo. mas é na Africa, que está nosso parente direto, o Homo Sapiens, um descendente direto nosso, com um cérebro bem maior e complexo aos anteriores, ele já e capaz de viver em um agrupamento bem maior, constituindo as primeiras aldeias e desenvolvendo uma comunicação mais expressiva, construindo ferramentas e artefatos de caça, pesca. Pois são estes seres passarão á cultivar a e desenvolver técnicas de manejos da terra. Então, o processo evolutivo leva ao desenvolvimento de novos conhecimentos e aprendizagem, que faz com que o homem passe a construir sua história. O homem atual e uma superposição biológica (aspectos genético), social (vida em grupos, para se proteger) e tecnológica (construção de ferramentas para caça, pesca e sobrevivência). Esta construção evolutiva do homem permite a ele desenvolver ao longo dos tempos sua capacidade de percepção e habilidades que são úteis até hoje.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Disseminando o conhecimento organizacional através da Intranet

Atualmente diversas organizações e seus colaboradores estão questionado como obter vantagem competitiva e terem sucesso com a implantação do processo de gestão do conhecimento, por meio das ferramentas de tecnologia de informação e comunicação. No entanto, a resposta não está simplismente na tecnologia, mas sim como utilizá-la e no incentivo à colaboração e compartilhamento das informações, a qual a tecnologia pode proporcionar ao ambiente organizacional. O primeiro ponto é criar um ambiente colaborativo, cujo gerenciamento do conhecimento deve ocorrer em três niveis:
  1. Na organização como um todo - por meio de padronização de sistemas e processos, criação de políticas e procedimentos;
  2. Nas equipes e unidades de negócio - onde a informação é compartilhada dentro da equipe, não em toda organização;
  3. Pessoal - cujos conhecimentos, habilidades e experiências são necesssários à um indivíduo, assim são facilitados pelo uso de e.mails, treinamentos ou ferramentas tecnológicas, como as intranets.

O uso de tais ferramentas de conhecimento baseadas em intranets promovem o compartilhamento eficaz do conhecimento, que têm como características: baixo custo, uma ampla adoção por parte dos colaboradores, produz um efeito de comunidade, direciona-se à um mundo real necessário para disseminação e troca de informação. O principal objetivo dessas iniciativas de gestão do conhecdimento é promover a mudança cultural nas organizações, em muitos casos a intranet é utilizada como um instrumento para disseminar a informação, sobre os possíveis projetos que as organizações venham a desenvolver. Desta maneira, como plataforma de comunicação, a intranet pode atuar como um poderoso elementopara direcionar a mudança cultural no interior das organizaçãoes. Assim concluirmos que a intranet pode tornar um ambiente mais dinâmico e propício as atividades de conhecimento.

sábado, 4 de abril de 2009

A gestão do conhecimento na antiga era da informação

Na antiga era da informação caracterizada relativamente pelas mudanças previsíveis, gurus de tecnologia, bem como os provedores de software e hardware têm sido uma solução esperada para capacitar a gestão do conhecimento. Tal solução "of the self" são esperadas para oferecer meios para armazenar as melhores práticas formuladas por especialistas humanos em base de dados de informação, que podem ser utilizadas para processar soluções pré-determinadas, que se baseiam em parâmetros já pré -definidos. Por exemplo: um artigo de revista sobre software, que define a gestão do conhecimento em termos que compreenda o relacionamento de dados, identificando e documentando regras para o gerenciamentode dados, garantindo que estes dados estejam seguros e mantenham um certo grau de integridade. Igualmente, um outro artigo da ComputerWorld, define a GC em termos de planejamentodos recursos de conhecimento e informação, ambas on-line ou off-line. O consenso construído e convergente, que é ênfase de tal sistema, torna-se apropriado para um ambiente organizacional estável e previsível. No entanto, essa interpretação da GC, que se baseia em regras e procedimentos cravados na tecnologia, parecem mal alinhadas com a dinamicidadedas mudanças no ambiente de negócios.
Tais soluções programadas podem ser suficientemente boas para as estratégias formuladas para um jogo de negócios, que está calcado em regras pré-definidas, convenções e suposições. Por outro lado, as soluções mecanicistas, provenientes da tradicional ênfase no processamento de informação da GC são grandemente inadequadas num mundo de negócios, que demanda o aumento de flexibilidade. Esse é um mundo a qual requer não representações por regras preestabelecidas, mas sim a compreensão e adaptação de como as regras do jogo podem continuar mudando. As mudanças ocorridas no mundo dos negócios são sugeridas pela modificação de paradigmas da própria organização com a emergência da corporação virtual e ecossistemas dos negócios.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A relação da gestão do conhecimento com o novo mundo dos negócios

Os marcados contrastes entre as despesas em tecnologias computacionais e o desempenho organizacional pode ser atribuído pela transição da economia de uma era baseada na vantagem competitiva da informação para uma outra que se baseia na criação do conhecimento. Esta era foi caracterizada pela mudança relativamente lenta e previsível, que puderam ser decifradas pelos sistemas de informações formais. Durante este período, os sistemas de informações calcados em receitas programáveis para o sucesso foram capazes de cumprir suas promessas de eficiência, que visam a otimização de dados nos contextos de negócios. Histórias de sucessos em TI, têm sido relatados pela Havard Business School, além de outros casos escritos por acadêmicos e editores de negócios. No entanto, alguns pesquisadores da área, dizem que o novo mundo, baseado no conhecimento é distinguido por ter sua ênfase na precognição e adaptação em contraste com a ênfase tradicional, que tem base na otimização e previsibilidade. eles sugerem que o novo mundo baseado no conhecimento, os negócios devem ser caracterizado pelo "tudo de novo", envolvendo a redefinição continuada dos objetivos organizacionais, propósitos e um "caminho melhor de fazer as coisas". Este novo ambiente de negócios é caracterizado pela mudança radical e descontínua, que sobrecarrega a tradicional reação organizacional de "previsões" e respostas programadas. desta forma, a organização demanda resposta antecipada de seus membros colaboradores, que necessitam executar um rápido ciclo de criação de conhacimento e ações voltadas para novos conhecimentos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Gestão do conhecimento: um admirável mundo novo

Observamos o crescente exagero sobre as maravilhas prometidas pelas novas tecnologias de informação, numa era caracterizada pelo conhecimento, como um recurso crítico para as atividades de negócios. Com advento dessas novas tecnologias, que englobam os DataMining, intranets, videoconferências e webcasting, diversas tecnologias estão oferecendo tais soluções como uma "panaceia", para reunir os negócios, que é um desafio da era do conhecimento. A cobertura dos editores de mercado sobre o "paradoxo da produtividade" tem somado mais pela rapidez da tecnologia de informação (TI) sugerindo que os altos investimentos em novas tecnologias de informação devem de alguma maneira melhorar o desempenho dos negócios. Desta forma, diversas histórias recentes são publicadas pelos editores de mercado, que tem afirmado, que certas tecnologias como: intranets, possuem muita "capacidade inerente" para facilitar as iniciativas de transformação organizacional, tal como a gestão do conhecimento. Portanto, vários especialistas em TI e acadêmicos tem notado, que não há uma correlação direta entre investimentos de TI e desempenho nos negócios ou gestão do conhecimento. Conforme Erik Brynjolfsson, o mesmo dólar gasto em um mesmo sistema pode dar uma vantagem competitiva para uma empresa, no entanto ser um grande fracasso para outra. O fator chave para o alto retorno deste dólar gasto em TI é a utilização eficaz da tecnologia e como os executivos e a própria empresa podem decifrar o "mantra" da "utilização eficaz", contudo, restaria apenas um problema elusivo. Esta conclusão é apoiada pelas análises dos setores de investimentos em TI, que muitas vezes não relacionam as despesas em computadores, redes e sistemas com a performace empresarial de maneira absoluta. Com isto, tais falhas são atribuídas à ignorância das organizações em não fornecer um caminho a qual os trabalhadores do conhecimento possam se comunicar e operarem dentro de um processo social de colaboratividade, compartilhamento de conhecimento e construção de ideias.

sábado, 7 de março de 2009

Os estágios dos modelos de Gestão do Conhecimento - Estágio de Maturação

Nesta ultima parte, fecharemos com o estágio de maturação, que ocorre quando o conhecimento organizacional é transmitido em rede, não só dentro da empresa, mas também com os parceiros externos, tais como: fornecedores e clientes. Este estágio representa o estado de equilibrio, na qual a GC pode eficazmente adaptar-se as mudanças e aumentar o desempenho organizacional. A aplicação de conhecimentos para os problemas de trabalho, que são relatados, torna-se uma atividade regular do cotidiano neste estágio. As empresas com competência em adquirir, converter, utilizar e proteger o conhecimento são mais habilidosas em desenvolver uma gestão do conhecimento mais eficaz e lucrativa. As práticas de GC estão emergindo em torno do desenho organizacional e princípios operacionais, processos e estruturas da organização, aplicações e tecnologias que auxiliam os trabalhadores do conhecimento alavancar sua criatividadee capacidades. Entretanto, para uma empresa aumentar sua competitividade e por um longo tempo, ela depende não só de sua capacidade interna de GC, mas também da cooperação externa e do relacionamento com outras empresas. Assim, a empresa começa a focar seus esforços organizacionais nos núcleos especializados de conhecimento e a terceirizar outros conhecimentos necessários vindos de fora. Contudo, a transferência e a criação de conhecimento entre diferentes organizações tornam-se um desafio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os estágios dos modelos de Gestão do Conhecimento - Estágio de desenvolvimento

Neste segundo estágio abordaremos o desenvolvimento da gestão do conhecimento nas empresas, que começam a investir na construção de uma infraestrutura de GC como uma maneira de facilitar e motivar as atividades ligadas ao connhecimento, tais como adquirir ou criar, armazenar, compartilhar, utilizar e proteger o connhecimento. Muitas empresas neste estágio tendem construir infraestruturas para facilitar as atividades do processo de GC. Estas infraestruturas incluem estratégias do conhecimento, cultura organizacional, políticas de recursos humanos e estruturação organizacional. Além disso, um processo holístico de GC é definido e aplicado em grandes empresas durante este estágio, consistindo de regras e políticas relatadas á uma equipe perrmanente para adquirir, converter, aplicar e proteger o conhecimento. A difusão da TI é grande e alta gerência torna-se mais interessada e envolvida nas práticas de GC. Por exemplo, a capacidade da TI aumentar a base de conhecimento disponível para os indivíduos, empregados e permitir os empregados trabalharem juntos possibilitam as organizações aumentarem a sua produtividade e serem compatíveis com as práticas organizacionais, facilitando as atividades dos processo de GC. Contudo, como as empresas tem empreendido os programas de GC, a posição do CKO (Chief Knowledge Officer), que equivale ao cargo de diretor de conhecimento emerge para coordenar a infraestrutura e as atividades do processo de GC. Ele também é responsavél por garantir a existência de processos de GC que sejam apropriados para cada empresa, setores ou departamentos, desta forma atigindo um alto nível de eficácia. As empresas que assistem os empregados na criação e uso do conhecimento, e que estabelecem redes de conhecimentos apropriadas podem encorajar os colaboradores a assimilar novos conhecimentos de forma mais eficaz, bem como lucrar-se do desempenho organizacional.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Os estágios dos modelos de Gestão do Conhecimento - Estágio Inicial

Ao começarmos pelos estágios dos modelos de GC, devemos pensar na busca pela eficácia e eficiência da gestão do conhecimento nas empresas, que primeiramente deve agregar o apoio da alta gerência, difusão da TI, que se refere ao grau de usabilidade e capacidade tecnológica, estimulos ao desenvolvimento de novas ideias.
Desta forma, o proceso de GC identifica três estágios, que determina a sua evolução e permite que as empresas possam medir em que grau encontra sua gestão conhecimento. Portanto, as mudanças durante estes três estágios devem estar calcados na capacidade organizacional. Tentaremos aqui descrever as possíveis manifestações destes estágios, inciando pelo primeiro estágio, o Inicial, cuja empresa está começando a reconhecer a importância da GC e prepara-se para os esforços de GC. Durante este estágio, a empresa deve definir por quais motivos a GC precisa ser implementada e os critérios que serão tratados na avaliação do conhecimento a ser utilizado. È preciso que os colaboradores ampliem sua compreensão sobre o sucesso e falhas das atividades de conhecimento no ambiente organizacional. As empresas devem ter claramente a visão sobre o compartilhamento, objetivos e disseminação do conhecimento, que a todo momento precisa ser buscado, por meio dos diversos recursos baseados na própria GC, tais como: Os esforços de TI, o poder humano e gerencial e também recursos sociais da organização, neste caso a educação, treinamento, sistemas de recompensas, base de dados on-line, comunidades virtuais e intranet. As empresas neste estágio reconhecem, que a capacidade de utilizar e adquirir o conhecimento de maneira eficaz é bastante crítico para suas atividades de inovação, assim construir uma equipe especial para iniciar a GC ou obter os recursos humanos necessários e criar uma infraestrutura de TI podem ser os prerequisitos para as atividades de GC.
No próximo "post" daremos continuidade a este assunto, descrevendo os estágios de desevolvimento e maturação.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A eficácia no processo de gestão do conhecimento

A gestão do conhecimento é relevante, por que o conhecimento é um recurso estratégico chave que produz vantagem competitiva a longo prazo. A GC descreve as estratégias e processos de aquisição, conversão, aplicação e proteção do conhecimento para fornecera competitividade empresarial, geralmente as práticas de GC são consideradas um processo que envolve o gerenciamento de todo o conhecimento, que encontra-se existente na organização e emerge das necessidades, assim identifica-se e explora tais conhecimentos, como forma de adquirir e desenvolver oportunidades. A importância da GC para o sucesso ou fracasso da gestão nos negócios tem de ser reconhecida, identificando as influências sobre a evolução da GC somente agora recebe a atenção que merece.O conhecimento indica o capital intelectual na empresa: incluindo as experiências de trabalhos, que são relatados, especialistas, know-how e melhores práticas, que podem ser adquiridas ou compartilhadas. O conhecimento pode ser explícito ou ser expressado de forma codificada e então difundido em toda organização na forma de regras e orientações. Ao contrário, o conhecimento que reside nas pessoas é denominado tácito. Sendo referenciado por ações individuais e difíceis de verbalizar e codificar, o conhecimento tácito é obtido por meio de imitação e prática. A GC envolve grupos e indivíduos, ambos dentro e entre os firmes gerenciamento tácito e o conhecimento explícito para se tomar as melhores decisões, mostrar ações e deliberar resultados, que de apoio as subjacentes estratégias de negócios.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

O autor e o leitor: visão de uma obra

Quando escrevo, não escrevo somente para mim, mas para um, dez, talvez centenas ou mesmo milhares de leitores, que esperam alguma mensagem vinda das mais profundas reflexões, que tento fazer sobre o cotidiano, o mundo, a política, a tecnologia e as vezes de pequenas observações inúteis, que não querem dizer absolutamente nada. Maravilhar-se com uma obra e poder entrar num estado de espírito bem particular, contemplar suas minúcias e esmiuçar todas as palavras, assim absorver e degustar num vocabulário próprio e fazer delas novas composições. O autor na maioria da vezes não percebe a grandeza de sua obra, apenas a solta pelo ar, para que caia em algumas mãos sedentas de sabedoria e vontade de aprender. Assim, o ato de escrever é livre, voa conforme nossa imaginação e experiências, adquiridas ao longo de nossa existência. Do outro lado, o leitor que vai em busca de sua leitura, aquela que mais o agrada, com ela viaja mundos e paisagens, volta ao passado e caminha pelo futuro, que é incerto. O leitor, este ser que é a razão de viver do escritor, emite opiniões, críticas, sugestões, ou apenas lê, com os olhos simples de um mundo a ser descoberto. Ao ver uma obra, opinar sobre ela ou mesmo se indignar com os personagens é passar a reagir, construir e aprender, que existe algo muito além de nosso pequeno mundo. A visão de uma obra deve ser consistente e transformadora. Por que eu escrevo? por que eu leio? são perguntas, que muitas vezes não são feitas e muito menos terão respostas reais e concretas. Por que escrever e ler deve ser subjetivo, próprio, íntimo e as mudanças não ocorrem em instantes, mas lentamente em nosso subconsciente, cada palavra, frase, parágrafo tem de ser cuidadosamente suplantado em nossa mente, assim como os átomos formam moléculas e por fim a matéria. Então tudo se aglutina, formando um todo. Os capítulos, as páginas se somam em nossa memória, permitindo a compreensão da obra, que geram grandes transformações a longo de nossa vida. Compreender uma obra é mais que ler, seria algo como subverter a ordem das coisas, modificar nossa própria história.    


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Criando um processo para iniciar um blog corporativo

A ideia de criar um mapa de blogs surge em 2004 através de Vandel Huevel, que têm como objetivo esquematizar os processos de implemantação dos blogs nas organizações. Ele divide este mapa em 3 fases diferentes que são:
1- Investigação;
2- Criação;
3- Ativação.
Vamos falar aqui, neste primeiro momento apenas da fase de investigação, quanto as outras serão abordadas mais tarde.
Na fase investigação do processo de implementação do blog é preciso tomar algumas medidas, tais como:
1- Determinar os objetivos para o blog, como forma de alacançar o sucesso;
2- Avaliar mercado para enxergar a viabilidade do blog;
3- Subscrever para outros blogs, comentado sobre a empresa, os produtos e serviços;
4- Criar um mapa para as estratégias globais de marketing e comunicação;
5- Avaliar os perfis de riscos, por exemplo:
  • Tenho utilizado as mídias sociais e com que nível de conforto?
  • Qual a tolerância da empresa para os riscos?
  • Como a empresa reage a comantários negativos sobre as mídias utilizadas?
  • Quanto é desconfortavél para empresa ser anunciada negativamente numa publicação ou site web?
  • A cultura da organização sustenta a "abertura e transparência", que é frequentemente exigida nos blogs, ou mesmo na empresa?

Estas perguntas na fase de investigação para se implantar um blog coroporativo determina as condições de sucesso ou fracasso da ferramenta e o seu uso no ambiente organizacional. Portanto, tal fase nos dá uma perspectiva bastante fundamentada sobre como a organização pode proceder dentro da blogosfera, ou qualquer outra mídia social, que seja relatada num espaço, que requer a mudança de mentalidade.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A busca pelo aprendizado através da gestão do conhecimento

A ideia sobre o conceito de aprendizagem organizacional, nasce em meados dos anos 90, com Peter Senge. Mas o que é a aprendizagem organizacional?, qual a sua relação com a gestão do conhecimento? podemos dizer que a aprendizagem organizacional é uma organização que facilita o aprendizado individual ou coletivo, como um caminho que apóia o sucesso em respostas as mudanças contínuas. já o conceito de gestão de conhecimento refere-se aos processos e estrutura de uso , criação, armazenamento, compartilhamento e disseminação do conhecimento nas empresas. Contudo, a aprendizagem organizacional seria um conceito vindo de gerentes, que pensam em relação ao comportamento organizacional, aprendizagem e outras disciplinas ligadas ao ser humano. A gestão do conhecimento beneficia-se da vitória com uma gama de acadêmicos e herança profissional, além das culturas. os vitoriosos e lutadores pelo controle da gestão do conhecimento aclamam por profissionais e grupos acadêmicos associados com os gerentes de RH, cientista da computação, estrategistas de negócios. A literatura reflete que estas diferentes constituições estão evidentes nas listas de referências de artigos, que adotam acadêmicos e profissionais em sua literatura. Portanto a natureza eclética e transdisciplinar da GC poder ser uma força muito maior, pois, há um perigo nesta torre de babel, erigindo de diferentes disciplinas e comunidades de profissionais, usando a mesma linguagem, mas com diversos significados. Existe um entusiasmo para implantação de redes (humana e tecnológica), desenvolvendo e implementando ferramentas de GC e estabelecendo repositórios. O propósito disso é o aprendizado organizacional, que pode ser negligenciado ou concluído com um baixo nível de eficiência ou eficácia. A ideia deste artigo é colocar que a aprendizagem e o conhecimento são estreitamente entrelaçados e que a efetiva GC precisa adotar e desenvolver a façanha, que tem sido associada com a implementação do conceito de aprendizagem organizacional. Um panorama das diversas diferenças chaves entre o respectivo conceito de aprendizagem organizacional e gestão do conhecimento, ilustra que ambos são contestados durante sua evolução. Assim, um modelo de GC é a aprendizagem como um ciclo de conhecimento, que explicita uma ligação entre a GC e a aprendizagem. Tal ciclo pode operar no nível individual, de equipes ou na organização como um todo. O exemplo está nos tipos de atividades e estratégias que apóiam os diversos estágios do modelo. Caso o modelo ofereça um "insight" dentro da complexidade da GC e aprendizagem organizacional, então muitas atividades baseadas no conhecimento precisam ser gerenciadas para auxiliar um aprendizado mais efetivo.      


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A relação dos blogs com o conhecimento pessoal

O conhecimento pessoal tem sua raiz no conhecimento prático. Desta forma os weblogs ou blogs entram em cena como uma nova forma de comunicação, que busca modificar o caminho das pessoas, do trabalho e colaboradores, especialmente nas áreas onde o conhecimento e inovação possui um papel preponderante. No caso dos pesquisadores ou trabalhadores do conhecimento, que não estão muito familiarizados com os weblogs e a gestão do conhecimento pessoa, este pequeno artigo poderá se útil, ajudando a compreender o significado desta prática e os benefícios que estão por traz da gestão do conhecimento pessoal. Antes vamos definir o que é Weblog. O termo weblog pode ser visto como uma espécie de página web pessoal, ou "home page", que foi cunhado por John Berger em 1997, referência para um site web, que é um "log" da web indicando um registro, que aponta para um material disponível na WWW. já um editor de weblog é chamado de weblogger (blogueiro). O fenômeno dos blogs continuam a expandir, cresce também o número de profissionais que têm começado "blogar", principalmente para refletir sobre seu trabalho e publicar ideias. Especialistas como: gestores do conhecimento e TI, consultores, pesquisadores e acadêmicos já o utilizam como um meio de atrair conversações e discussões para os problemas organizacionais. Neste sentido, os weblogs fornecem um espaço para hospedar entrevistas coletivas e virtuais permanentes. Assim os blogs, poer meio de seus "posts" e comentários, arquivados de forma cronológica, ajudam a traçar linhas de pensamento. A publicação do conhecimento pessoal consiste em uma atividade, a qual o trabalhador do conhecimento ou pesquisador produz observações, insights, perguntas e reações em outras pessoas, o blog torna-se um instrumento mais eficaz e rápido. Portanto o conhecimento pode ser compartilhado em vários caminhos, o blog é um deles, cujo potencial é capacitar um pesquisador, consultor, executivo ou mesmo trabalhadores à "jogar ideias no ar" e ver onde elas cairão. Talvez, com um pouco de sorte, a ideia poderá ser apanhada por um leitor, iluminando discussões, que seguirão num curto espaço de tempo. Então, criar um blog de conhecimento pessoal seria nada mais do que gerar um cartão global de negócios, que informa muito mais sobre um indivíduo e seus interesses, do que as típicas páginas dos pesquisadores. O blog faz o possível para que um pesquisador indique a sua leitura e o que anda investigando, bem num estilo próprio. Assim, o Blog serve como um bom veiculo para estabelecer relacionamentos e colaborações significantes.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um mundo em caos parte II

Na primeira parte apontei como algumas mudanças físicas na espécie humana podem gerar um mundo caótico e assim, ser início de uma guerra. Portanto, nesta outra parte vou tentar traçar parâmetros sociais, culturais e econômicos que certamente levariam a raça humana a extinção, para tanto, tomarei os fatos históricos como caminho de pensamento e de elucubrações. A ascensão e queda do nazi-fascismo é um bom exemplo para começarmos nossas divagações, lembrando que num período de guerra, os verdadeiros psicopatas encontram o ambiente perfeito para cometerem suas atrocidades, sabem que ali a punição não será aplicada de imediato e usam a morte como uma missão a ser cumprida. Mas não é bem isto que quero desenvolver neste meu artigo, aqui prefiro seguir a linha das ciências sociais, destacando o flagelo social e não os aspectos cognitivos e da psicanálise. Portanto, retomando o pensamento histórico, mais precisamente a segunda guerra mundial e observando seus atores sociais, percebe-se que a propaganda nazista teve forte influência sobre o povo alemão, isto somado ao ódio judeu, que o grande fürher colocou como prioridade "dizimá-los". A insustentabilidade da guerra chega em seu ápice em meados de 45, o próprio fürher reconhece que a situação e delicada, a Alemanha não tem mais condição de manter seus soldados no front, no entanto a ordem é não se entregar e render aos ditos inimigos, mas sim morrer ou se matar, fora o que fez o fürher e sua esposa. Ao analisar tal ato, vemos que o ser humano é dotado de capricho e não aceita a derrota. A vaidade humana, principalmente daqueles que se denominam autoridades e líderes é mais arraigada e sobrepujante que os demais, assim tornam certas situações mais vexatórias, perigosas e de risco eminente para seus subordinados, súditos ou mesmo eleitores no caso das "democracias". As catástrofes naturais são inevitáveis, mas diante da indiferença ou descaso dos ditos líderes o caos se instaura de forma mais agressiva, isto é percebido com as grandes enchentes nas cidades, a seca na maioria dos países africanos e no sertão nordestino (Brasil), que matam de fome bilhões de pessoas. Então, nos parece que o caos é atemporal e de fundo social e humano, que fomenta apenas o desejo de grandes empresas, que buscam o lucro. Quanto a cultura, ela é desprezada, quando se trata de qualquer coisa que não seja europeu, ou norte americana, mais uma vez se recorremos aos fatos históricos, as danças e costumes dos "índios" da América forma banidas, além de sua própria existência. Os africanos forma retirados de suas tribos e transformados em escravos. Como herança temos a violência, o tráfico de drogas e caos social presentes nas nações pobres e emergentes. Enfim, há uma saída, qual rumo tomar diante de tudo isto?... vejo que não há uma luz no fim do túnel, a roda do tempo sempre para no mesmo ponto, este ponto nunca será calmo e condizente, mas perverso e duro.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um mundo em caos parte I

De repente tudo estava escuro, o caos foi implantado, o que se via era uma visão do inferno, sujeira, saques e pessoas nuas e sujas andando pela rua daquela grande cidade, que um dia prezava tanto pela ordem, regras e lei. Distante dali o mesmo ocorria, então não havia mais autoridades e leis, aqueles que se auto nomeasse líder era então aceito pela maioria e seguido cegamente, não havia mais democracia ou qualquer outra forma de governo. Apenas pessoas correndo sem direção, assim se instaurava um lugar anárquico, as mulheres se vendiam em troca de algumas de feijão e carne, eram possuídas selvagemente por homens sedentos e rudes, que buscavam apenas satisfazer suas vontades. Não havia como fugir, correr para onde, talvez começar um guerra seria o primeiro passo, destituir aqueles que se autointitulavam líderes, reis e imperadores ilegítimos daquela situação. Mas o que causou este caos? esta situação de guerra e calamidade? que nem mesmo as verdadeiras autoridades eleitas não conseguiram conter. Penso que fomos acometidos por forças externas, alheias a vontade do homem, como forma de punição, tal revolta, se assim posso dizer, não tem culpados e causadores, surgiu do nada e repentinamente todos estavam agindo de maneira estranha, como se fossem zumbificados, sem a menor explicação. Mesmo aqueles, que não estivessem contaminado por tal fato, sofriam ao ver os outros, ali enxergavam e poderiam tomar as rédeas da situação, mas não o fizeram, apenas se sujeitaram a agir e muitas vezes ajudar aqueles "cegos", que não sabiam para onde ir. Mas por força de um milagre, alguém abriu os olhos é viu, que nem tudo estava perdido, deixando aquela condição de morto vivo, para ver que tudo estava apenas em sua mente, a partir daí, a ordem poderia ser novamente instaurada.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Compartilhamento da informação nas organizações através das ferramentas de gestão do conhecimento.

1- Introdução:
Neste artigo buscam-se compreender os principais conceitos que cercam a gestão da informação e do conhecimento, as principais ferramentas tecnológicas que fornecem suporte para o processo de conhecimento nas organizações, com ênfase no compartilhamento de informação. Além disso, serão debatidos certos assuntos como à influência da cultura, política da informação e a aprendizagem organizacional no processo de compartilhamento.
Em cada seção do artigo, vão ser apresentados os conceitos de conhecimento, gestão da informação e do conhecimento, cultura organizacional, política da informação, aprendizagem organizacional e a sua relação com o ambiente empresarial, que implica no uso estratégico da informação, a fim de produzir novos conhecimentos. Já as ferramentas de tecnologia da informação serão descrita no artigo, como um elemento que auxilia nos processos de transferência, troca e disseminação de informação, como uma forma de gerar o conhecimento e a aprendizagem nas organizações.
O uso da TI no processo informacional, como foi dito acima, é um elemento coadjuvante, mas indispensável, por que o conhecimento, as práticas e o compartilhamento residem nas pessoas, somente elas são capazes de interpretar, identificar, classificar as informações a serem aplicadas para a tomada de decisões e fornecer uma estrutura voltada para a vantagem competitiva.
Aqui, serão tratadas algumas ferramentas de TI, que incluem as redes de computadores, gerenciamento de dados e gestão eletrônica de documentos (GED). Cada uma delas fará parte desta discussão.


2 - Informação e conhecimento: conceitos e definições:

Para entender o que é conhecimento, antes se deve apresentar aqui, o que vem a ser informação, que segundo (DAVENPORT e PRUSAK, 1998) ela tem a finalidade de modificar o modo como o destinatário vê algo exercer algum impacto sobre seu julgamento e comportamento... Sendo que a informação visa modelar a pessoa que a recebe no sentido de fazer alguma diferença em sua perspectiva ou insight. Assim no ambiente organizacional a informação tem o papel de criar mudanças no modo de pensar e agir das pessoas, criando um comportamento informacional, que para (DAVENPORT, 2000) esta dimensão comportamental se refere ao modo como os indivíduos lidam com a informação, pelo fato dela ser um ato individual, para isto depende da administração e compartilhamento de sua sobrecarga, algo que para as organizações é muito difícil de gerenciar. Portanto, o comportamento informacional é um caminho para que as pessoas possam criar um ambiente de conhecimento, sendo que um repertorio de informação devidamente estruturado seja numa fonte formal ou informal produz diferentes reações naqueles que participam numa organização. Pode-se referir a estas reações, como um processo de geração de conhecimento. Mas afinal o vem a ser o conhecimento? Para (DAVENPORT e PRUSAK, 1998) o conhecimento é uma mistura fluida de experiências condensada de valores, informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de novas experiências. No entanto, o conhecimento não se apresenta de uma única maneira, podendo ser tácito ou explícito. Quando o conhecimento é tácito, ele tende-se a subjetividade, ou seja, é intrínseco ao individuo, sendo difícil de formalizar e expressar aos outros. Ao passo que o conhecimento explícito é aquele de fácil transmissão, formalizado por meio de fórmulas, regras, leis, que permite uma decodificação objetiva.
No entanto, este conhecimento sozinho não fornece as organizações uma vantagem competitiva, pois é preciso que este conhecimento tácito e explicito seja reconhecido e convertido. Em (NONAKA e TAKEUCHI, 1997) conversão do conhecimento se faz de quatro modos, através:

· Socialização – converte o conhecimento tácito para tácito: É um processo de compartilhamento de experiências; como modelos mentais ou habilidades técnicas.
· Externalização – conhecimento para explícito: É um processo de criação do conhecimento perfeito, expresso na forma de metáforas, analogias, conceitos, hipóteses e modelos.
· Combinação – conhecimento explícito para explícito: Processo de sistematização de conceitos em um sistema de conhecimento. As pessoas trocam conhecimentos através de meios como documentos, reuniões, conversas ao telefone ou redes de computadores.
· Internalização - conhecimento explícito para tácito: Está relacionado ao “aprender fazendo”, sendo necessário a verbalização e diagramação do conhecimento na forma de manuais ou historias orais.

Este é um processo continuo cuja conversão do conhecimento se faz através de uma espiral direcionada pela intenção organizacional, que é definida com a aspiração de uma organização as suas metas. (KROGH, ICHIJO, NONAKA, 1998).
Isto permite a criação de uma ambiente de conhecimento que possa ser compartilhado entre os membros da organização, que gera melhores práticas e aprendizagem, que possivelmente leva a uma dimensão de competitividade e melhores decisões.
Então se percebe que a construção do conhecimento é um fator relevante no compartilhamento, mas que depende da interação e comunicação entre as pessoas, demonstrando que a tecnologia sozinha não reproduz a realidade de uma ambiente a ser compartilhado. No entanto, o processo de criação de conhecimento dentro das organizações depende de uma série de fatores que perpassa pela cultura, competências, política e estratégias, que devem ser adotadas. No caso da política, devemos pensar como a organização gerencia suas informações, que podem determinar o grau de compartilhamento, esta relação entre a política e a informação é verificada nos estilos de gerência da informação, a qual (McGEE e PRUSAK, 1996) sugere a metáfora da política, em cinco estados:

· Utopia tecnocrática – Possui uma abordagem fortemente apoiada nas novas tecnologias.
· Anarquia – É uma falta completa de uma gerência da informação, ficando a carga dos indivíduos.
· Feudalismo - Cada unidade ou departamento define suas necessidades informacionais, não havendo uma troca ampla de informação na organização.
· Monarquia – As informações são classificadas e definidas pelos lideres da empresa, que podem ou não partilhar as informações após a sua coleta.
· Federalismo – Baseia se na negociação e consenso do gerenciamento da informação, cujo existe um fluxo de informação dentro da organização.

A política de informação definirá qual é o posicionamento da organização diante do uso, distribuição e compartilhamento da informação, se há um ambiente mais democrático, o fluxo de informação será maior e mais uniforme, proporcionando uma capacidade bem ampla de geração de novos conhecimentos.
Portanto, o federalismo que segundo (McGEE e PRUSAK, 1996) esta apto a ser o modelo mais eficiente para as empresas que confiam na iniciativa independente para geração de uma ação coletiva, tal abordagem dá suporte tanto a autonomia quanto a coordenação.
Na próxima seção serão discutidos os conceitos de gestão da informação e do conhecimento, suas práticas e relações com ambiente organizacional, sendo que a gestão do conhecimento e informação está relacionada ao que foi mostrado na seção anterior, pois ela permite a implantação das políticas informacionais, depende da cultura organizacional e define como o conhecimento e a informação deve ser administrada no ambiente interno das organizações.

3 - A Gestão da Informação e do Conhecimento:

A proposta desta seção é definir a gestão da informação, assim como a gestão do conhecimento, desta maneira, abordar suas principais perspectivas e conflitos. Em primeiro lugar, a gestão da informação está focada nos aspectos de coleta, tratamento e disseminação da informação, com um viés para os processos organizacionais, que atendam os objetivos estratégicos. Por isto a gestão da informação deve ir além dos processos administração de infra-estrutura de TI e sistemas de informação. Desta forma a gestão da informação é vista como um projeto, que segundo (TERRA e GORDON, 2002) possui objetivos técnicos específicos e prazos. Portanto (BEAL, 2004) vai mais longe e diz que um dos aspectos mais ignorados da gestão da informação é a administração da informação não estruturada presente na formal verbal ou impressa, sendo que tal informação pode agregar valor no momento de decisão. Já a gestão do conhecimento conforme (BARBOSA e PAIM, 2003) se apresenta como um conceito controverso e multifacetado, onde as reações em torno da gestão do conhecimento aparecem em três categorias de pessoas:
· Adeptos – são aqueles que vêem a GC como um caminho para as soluções de problemas da organização, pois estão ligados a TI, como um meio para atingir seus propósitos.
· Críticos – enxergam a GC como uma moda, que futuramente será substituída por outra. Acreditam que o conhecimento tácito não pode ser gerenciado e sim estimulado.
· Questionadores – possui uma visão mais radical, a qual a GC é uma maneira de explorar a força de trabalho, principalmente no âmbito intelectual.

No entanto, a GC se constitui numa realidade que está ocorrendo no âmbito organizacional, que é percebida pelo crescente número de artigos, projetos, que adentram não só as empresas, mas também o meio acadêmico. Enfim, o que é gestão do conhecimento? Pode-se dizer que ela é uma disciplina emergente, complexa por representar uma mudança do foco na informação para o foco nos indivíduos, que criam e são donos de seu próprio conhecimento (TERRA e GORDON, 2002).
A gestão do conhecimento depende de uma série de fatores, para que obtenha sucesso e possa alcançar a tão desejada vantagem competitiva, por isto engloba a convergência das estruturas de TI, preocupa-se com o valor do capital intelectual e compartilhamento das informações. Além de construir uma cultura positiva em relação ao conhecimento (DAVENPORT e PRUSAK, 1998).
Um conceito sobre a GC fornecido por (KRUGLIANSKAS e TERRA, p.149) a qual a gerência do conhecimento ou “Knowledge Management”, como um conjunto formado por tecnologias e métodos que ajudam a criar condições para identificar, integrar, capturar, recuperar e compartilhar o conhecimento existente nas organizações. Assim é visto que, o termo gerência ou gestão são sinônimos, o que não afeta o conceito de gestão de conhecimento. Talvez, o processo de compartilhamento seja o ponto mais importante da GC, ao passo que ele determinará a interação, a troca e a transferência do conhecimento, fornecendo um ambiente propício para a inovação e aprendizagem.
De acordo com (SANTIAGO Jr, P.53) “A gestão do conhecimento é um campo novo na confluência entre a teoria da organização, estratégia gerencial e sistemas de informação, associados à organização do aprendizado, reengenharia de processos, corporações virtuais, criatividade, inovação e TI”.
As novas tendências, como a polarização dos mercados, o surgimento das redes e outras tecnologias que visam a melhoria da qualidade e o desempenho da produtividade não deve ser desconsiderada pelas organizações, isto se soma a certas medidas, tais como: desenvolvimento de um processo de inteligência, incentivo de patentes, permissão do erro, realização de benchmark, que na verdade são algumas das características provenientes dos projetos de gestão do conhecimento. Mesmo assim, tais características não determinam o sucesso ou fracasso do projeto. Para (DAVENPORT e PRUSAK, 1998) é preciso ir bem adiante e adotar os seguintes fatores:

· Cultura orientada para o conhecimento, através do estimulo, captação, disseminação e compartilhamento do conhecimento;
· Infra-estrutura de TI, com uso de aplicativos avançados;
· Apoio da alta administração;
· Vinculação ao valor econômico e social, destinar receita para o projeto de GC;
· Clareza de visão e linguagem, ou seja, estabelecer nas propostas e terminologia que vá dos treinamentos até as mudanças organizacionais;
· Elementos de motivação não triviais, destinados à aqueles que criam, compartilham e usam o conhecimento;
· Estruturar o conhecimento, para que ocorram fluxos deste conhecimento por toda organização;
· Múltiplos canais para transferência do conhecimento, assim permitindo sua passagem para outros departamentos, de forma eficiente e rápida.

Os fatores propostos pelos autores Davenport e Prusak, na teoria demonstram ser o ponto chave da gestão do conhecimento, assim como as características estabelecidas logo acima, contudo, ao se implantar um projeto destes na prática, as organizações encontram grandes dificuldades, seja pela falta de apoio dos decisores, uma cultura muito arraigada, cuja informação e conhecimento são altamente centralizadas entre os gerentes e diretores ou nos próprios departamentos, as ameaças internas e externas ligadas a competição, incertezas e falta de incentivo, todas essas questões provocam uma ambiente a qual o projeto de GC, certamente não terá um resultado viável e positivo. Mas análise do sucesso ou fracasso dos projetos de GC não é o propósito deste artigo, só foi ilustrado no intuito de fazer saber que há forças contrárias que podem impedir sua implementação. O que interessa, realmente, é compreender como o conhecimento é compartilhado, por meio das ferramentas de gestão do conhecimento, Quando me refiro as ferramentas, fatalmente, serão delineados os recursos da tecnologia da informação, ao passo que, a grande maioria dos autores abordados no artigo, caminha em um viés tecnológico.
Talvez, não tenha ficado bem claro o que foi dito sobre o viés tecnológico. Pois, a tecnologia como ferramenta é indispensável, cujas redes, os portais, sistemas inteligentes, softwares de comunicação existem justamente para facilitar e ampliar o compartilhamento das informações. Entretanto, há outros fatores tão relevantes quanto à tecnologia, que devem ser amplamente contempladas, muitas delas já discutidas anteriormente no artigo. Tal afirmação é percebida em (SATIRO Jr, 2004. P.63) “a qual o gerenciamento do conhecimento não se é obtido a partir do uso de uma determinada tecnologia por si só, e sim a partir da utilização de uma série de tecnologias de forma compartilhada e conciliada as atividades exercidas pela organização, bem como com uma estrutura organizacional voltada para o conhecimento”.

4 – O compartilhamento das informações e do Conhecimento:

Neste tópico, será abordada a definição de compartilhamento da informação, que para (DAVENPORT, 2000) é uma ato voluntário de disponibilizar as informações aos outros, não pode ser confundido com relatar, por ter um caráter de troca involuntária de maneira estruturada e rotineira. O vocábulo compartilhamento implica vontade. Todavia, (GARVIN, 2002) diz que é mais fácil falar, do que fazer tal compartilhamento. Por um lado, ele pode estar até certo, quando temos ambientes organizacionais, cuja política seja muito centralizadora. Mas as próprias organizações estão percebendo o valor do compartilhamento das informações e do conhecimento como um fator de resultados positivos para a inovação e competitividade. Isto pode ser exemplificado quando (De MASI, 2005. P.351) diz:

“Nos anos 1950, 60 e 70 o uso do computador permaneceu confinado ao mundo militar ou nas mãos de grandes burocracias, tendo um caráter rígido de sistemas engessados. Parece que o uso ágil do computador foi feito por uma quadrilha criminosa... Não é de se espantar, que as coisas tenham acontecido desta forma, dada a menor resistência às mudanças que geralmente caracteriza os grupos transgressores em comparação com as rígidas tecno-estruturas dos exércitos, das academias e das indústrias... o uso do computador elevou a produtividade tanto da ciência como das empresas, permitindo a desestruturação espaço-temporal dos processos, ao mesmo tempo a sua integração funcional através de fluxos comunicativos de centralizar e distribuir informações em escala planetária e em tempo real... cada computador teve que ser conectado com todos os outros, formando uma rede global... As tecnologias da informação e da comunicação permitem manter relacionamentos a uma distância planetária sem dar um passo se quer.”

A partir disto, pode ser observado que o compartilhamento das informações é um elemento chave para o desenvolvimento do conhecimento e da inovação. Sendo que a evolução da tecnologia de informação foi possível quando os computadores e as redes saíram de um ambiente hierárquico e burocrático, a qual não havia troca de informações, migrando para um outro mais flexível e democrático, a qual a participação de pesquisadores, acadêmicos, profissionais, estudantes de tecnologia e mesmo estes transgressores já citados popularizaram as inovações tecnológicas, abrindo um novo espaço para a aprendizagem, troca de experiências, que fornecem subsídios para a implantação de projetos de gestão do conhecimento. Portanto já alinhamos uma definição sobre o compartilhamento da informação e delineamos um exemplo de com a criação das redes de computadores, só foi possível coma participação de pessoas em um espaço democrático de uso e disseminação de informações, conhecimento e experiências. Então, na próxima seção, serão apresentadas as principais ferramentas de gestão do conhecimento, que contribui no compartilhamento das informações e também auxilia nos processos de criação do conhecimento e tomada de decisões.

5- Ferramentas de Gestão do Conhecimento:

Ao longo do artigo, foram discutidas diversas questões sobre uso da tecnologia e a sua relevância em torno da gestão do conhecimento. De qualquer forma, não podemos deixar de abordá-las, sendo ela o motivo deste artigo. A tecnologia, ou melhor, as tecnologias aparecem aqui, como ferramentas ou instrumentos de integração, manipulação e transformação do processo de conhecimento organizacional, pois são estes processos que criam novos significados e viabiliza as mudanças de paradigmas. Entre estas ferramentas se destacam segundo (SATIRO Jr, 2004) as tecnologias de informação na gestão, redes de computadores, gerenciamento de dados, GED (gerenciamento eletrônico de documentos). Portanto (BEAL, 2004) vai acrescentar nesta gama as ferramentas de BI. Cada uma delas será apresentada minuciosamente a seguir:

1. As tecnologias de informação na gestão são evidenciadas pelo seu grau de conectividade entre as pessoas, que permite maior disseminação das informações, são divididas em:

1.1. Repositório de materiais de referência são ferramentas a qual os membros de uma organização podem acessar os conhecimentos registrados e armazenados.

1.2. Mapas de conhecimento são listas e descrições das competências presente no ambiente interno e externo da empresas, que facilitam o compartilhamento da informação.

1.3. Armazenamento de conhecimento são ferramentas que reduzem o tempo e a distância no acesso ao conhecimento.


2. Redes de computadores possibilitam através da internet e correio eletrônico a disseminação e compartilhamento, além de permitir a interatividade entre grupos de discussão, sendo que as especificas a gestão do conhecimento se destaca:

2.1. Paginas Amarelas que são bancos de dados on-line, que contempla lista de pessoas especialistas num domínio do conhecimento.

2.2. Repositório de conhecimento é uma coletânea de conhecimento explícito que existe na forma de documentos e relatórios.

2.3. Intranet é uma solução em rede que permite gerenciar as informações e o conhecimento das empresas através de protocolos da internet, o que possibilita os colaboradores criarem, acessarem e distribuírem informações de forma eficaz.

2.4. Extranet utiliza protocolo da Internet, que procura fazer a integração da empresa com seus clientes e fornecedores.

2.5. Portais Corporativos de acordo com (TERRA e GORDON, 2002) são apresentados como portais do conhecimento, projetados para facilitar a comunicação e interação de lideranças dentro das empresas e para aumentar as habilidades dos funcionários, assim melhorar e utilizar suas capacidades cognitivas, criatividade e de tomada de decisões. Os portais se concentram numa plataforma de disseminação de informações, comunidades de prática, E-learning e redes virtuais.

3. Gerenciamento de dados tem suas aplicações focadas no Datawarehouse, que permite a reutilização dos dados de um BD, sendo ele um armazém de dados que podem fornecer informações de forma segura para a tomada de decisão. O Datawarehouse algumas vezes pode necessitar de ferramentas como o Data-Mart, desenvolvido para encontrar informações que sejam especificas da organização. Pois o que foi falado sobre esta ferramenta pode ser observado logo abaixo na figura 1, onde está representado o Datawarehouse e suas bases de dados, que faz a extração, transformação e integração dos dados, que permite o acesso tanto estruturado, quanto o não estruturado.

4. Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED) exerce um papel importante na gestão do conhecimento devido as suas técnicas e métodos para facilitar o arquivamento, acesso, consulta e difusão de documentos e informações da empresa. Na figura dois exemplificamos um esquema do processo de GED, onde os documentos em papel são escaneados e depois são colocados num suporte, seja microfilme ou em arquivos de computadores para devida consulta pelos usuários. Para (SATIRO Jr, P.60) o GED se utiliza das seguintes ferramentas de tecnologia:



4.1. EDM (Engineering Document Management) que é destinada à gestão de documentos técnicos.

4.2. OCR (Optical Character Recognition) faz a conversão de caracteres de forma digitada ou manuscrita, nesta última denomina-se ICR (Intelligent Character Recognition).

4.3. FTR (Full Text Retriveval) recupera documentos a partir de palavras de seu conteúdo, após a extração do texto através da OCR ou ICR.

4.4. COLD (Computer Output to Laser Disc) ou (Computer Online Data), Neste o que se e armazenar os arquivos, para uma recuperação indexada, cujos documentos são colocados em formatos óticos para consulta on-line ou em rede.

4.5. Workflow ou sistema de fluxo de trabalho é bastante útil para automatização de procedimentos, a qual documentos, informações e atividades são distribuídos dentro da empresa. No entanto, o Workflow não se apresenta como uma ferramenta adequada para as decisões mais complexas. Na figura dois, logo acima vemos um pequeno exemplo de fluxo de trabalho de requerimento de compras, a qual um usuário perpassa pela aprovação da supervisão e departamento financeiro, onde o documento de requisição de compra já autorizado será arquivado e posteriormente recairá no GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos).

5. A ferramenta de BI (Business Intelligence) abrange um papel importante na gestão do conhecimento por auxiliar em aplicações de consulta, planejamento e análise, o que permite antecipar resultados e fazer diagnósticos para uma boa tomada de decisão.

6- Numa decisão ente colocar ou não o Blog como ferramenta de gestão do conhecimento foi um tanto difícil, pelo fato de que a literatura que envolve a relação entre ambos os assuntos e escasso. Mas eu o não poderia deixa - lo de fora, por enxergar que os Blogs é uma realidade dentro de muitas organizações e possui um papel relevante no processo de compartilhamento de informações e também como fonte de conhecimento. Antes é preciso entender o conceito e a evolução dos Blogs. Desta forma dizemos que o termo Blog é uma simplificação de Weblog ou simplesmente diário on-line, a qual se publica de forma cronológica textos, fotos e links. O que chama mais atenção nos Blogs é a facilidade de uso, ao passo que as páginas são construídas sem a necessidade de programação, devido à facilidade de colaboração, permissão de troca rápida de informações, além de filtrar, agrupar, classificar e disseminar o conhecimento. Portanto os Blogs atraíram interesses por parte das organizações, mas os eu uso vai depender de fatores como a cultura e os objetivos estratégicos. Outras empresas já adotam os Blogs como instrumento que ajuda na captura do conhecimento tácito, na geração de novas idéias, no surgimento de comunidades de prática e mesmo como meio de comunicação entre executivos e colaboradores. Enfim a escolha de inserir o Blog como ferramenta de gestão do conhecimento é pelo fato dele permitir que as organizações alcancem o sucesso na implantação de gestão do conhecimento, através do efeito de rede. Por que quanto mais os colaboradores utilizarem os Blogs em seus projetos, maior será a quantidade de conhecimento compartilhado.


6- Considerações finais:

Em suma, o propósito deste seria a principio fazer uma correlação entre os processos de gestão do conhecimento baseado na tecnologia da informação, com destaque para algumas ferramentas que possam apoiar tal processo. No entanto percebi que a gestão do conhecimento vai além do uso de instrumentos tecnológicos e esbarra em outros questionamentos, que envolve fatores como a cultura da organização, que prevê se as pessoas estão abertas e harmoniosas diante de novas mudanças e a forma como elas trabalham a informação no dia a dia da empresa. Também se deve questionar a política informacional adotada, que impede os colaboradores usar e disseminar o conhecimento adquirido, outras questões como as incertezas provenientes do ambiente externo, a falta de clareza na comunicação entre os executivos e colaboradores, as ambigüidades influenciam no compartilhamento das informações. Ao propor as ferramentas, principalmente o Blog como parte constituinte do processo de gestão do conhecimento é uma tentativa de estabelecer uma nova estratégia para a difusão do conhecimento tácito, como base para o aprendizado, inovação e mudanças. Mas a respeito das conclusões, sobre a gestão do conhecimento neste artigo, ou qualquer outra literatura, mostram que o assunto é um tanto complicado, com diversos recortes, muitos deles se contradizem, na própria definição e conceituação, assim não oferecendo uma fundamentação consensual. Até mesmo, as organizações ao implantarem projetos de gestão de conhecimento, não sabem ao certo se estão fazendo apenas mais uma estruturação do gerenciamento de suas informações e documentos ou qualquer outra coisa que não é gestão do conhecimento.


Referência:

BEAL, Adriana. Gestão Estratégica da Informação: como transformar a informação e a tecnologia em fatores de crescimento... São Paulo: Atlas, 2004.

CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir o conhecimento e tomar decisões. São Paulo: Senac, 2003.

DE MAIS, Domenico. Criatividade e grupos criativos: descoberta e invenção. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.

DAVENPORT, T. H. Ecologia da Informação. São Paulo: Futura, 2000.

DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: como as organizações gerenciam seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

GARVIN, D. Aprendizagem em ação: um guia para transformar sua empresa em uma learning organization. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

KROGH, G; ICHIJO, K; NONAKA, I. Facilitando a criação do conhecimento: Reinventado a empresa com o poder da inovação contínua. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

KRUGLIANSKAS, I; TERRA, J.C.C. Gestão do Conhecimento em pequenas e médias empresas. Rio de Janeiro: Negócios, 2003.

McGEE, J; PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Informação. Rio de Janeiro: Campus, 1996.

NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação do conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 3.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

O que é um Blog? Terra fórum consultores, 2005. Disponível em: http://www.terraforum.com.br/. Acesso em 15/09/2005.

PAIM, Isis (org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: ECI/UFMG, 2003.

SANTIAGO Jr, J. R. Gestão do conhecimento: A chave para o sucesso empresarial. São Paulo: Novatec, 2004.

TERRA, J.C. C; GORDON. C. Portais Corporativos: A revolução na gestão do conhecimento. Rio de Janeiro: Negócios, 2002.



Sobre os autores / About the Authors:
Mestrando em Ciência da Informação pela ECI/UFMG. Graduado em Biblioteconomia pela ECI/UFMG.

Sandroab27b@yahoo.com.br

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais um ano que passou...

Eh!!!! Meus caros leitores, mais um ano se passou, entramos agora num novo ano, aqui deixo meu recado... será que realmente tudo irá mudar, cumpriremos nossas promessas, pagaremos nossas dívidas, teremos mais tolerância com os nossos semelhantes. Quanto ao mundo, o que este ano vai reservar, mais acidentes no trânsito, mais assassinatos e violência gratuita na TV, poluição e desmatamento e os nossos desejos serão realizados, com objetos de consumo, que tanto vemos nas prateleiras das lojas e queremos para satisfazer nosso ego consumista, devastado pelo um vazio imenso. Aos nossos amigos e parentes será que desejamos o seu bem e felicidade, que tudo se realize, assim brindamos com taças de cristais e champanha importada, o ano que passou, mas aqueles milhares e milhares de pessoas, que vivem o flagelo das enchentes, que perderam tudo, só resta a esperança de reconstruir o que sobrou, para eles o ano certamente não passou, ainda vivem o medo do amanhã, no entanto as almas boas e caridosas doam um pouco do que tem, para tentar minimizar a dor destes flagelados pelas chuvas intensas e incessantes. Acredito cada vez mais que o tempo corre diferente para as pessoas, alguns viram o ano passar e com direito ao que há de melhor, para outros o ano continua o mesmo, talvez o que resta é um sorriso amigo e sincero, um consolo de que tudo irá ser diferente a partir de agora. Enquanto isto as coisas acontecem e vão acontecer, por que vivemos num moinho d'água, onde tudo um dia volta num mesmo ponto.


Natureza

Natureza