quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Democratizando a informação, caminho para o conhecimento.

A abertura política em meados dos anos 80 no Brasil, e em alguns países da America Latina proporcionaram ou deveriam proporcionar a liberdade de imprensa, a volta de eleições diretas para o executivo, acesso a informação e outros direitos que cabiam ao povo, seria a volta da cidadania e o fim de uma repressão hostil contra a sociedade. Estaríamos rumo ao processo democrático, cuja os meios de comunicação não mais se calariam diante dos abusos e corrupção dos dirigentes desta nação, mas talvez o aspecto mais importante estaria relacionado a ampliação de novas tecnologias de informação e comunicação, que se adentraram em nosso país e invadindo nossos lares e escritórios. Pois, as inovações, anteriormente, existentes em nações desenvolvidas passaram a ser importadas criando um mercado emergente. Do ponto de vista tecnológico criamos uma enorme dependência de peças e equipamentos para tais componentes eletrônicos. Então, seriamos apenas consumidores de hardwares e softwares avançados, sendo que não temos uma tecnologia própria, que possa auxiliar de forma eficaz na construção de uma sociedade baseada no conhecimento e aprendizado. A verdadeira democratização da informação se faz com ferramentas próprias, seja elas tecnológicas ou não, o primeiro passo é oferecer meios para que isto ocorra, através de bibliotecas, museus, centro de documentações e as escolas, mesmo que está última encontra-se um tanto desmotivadora diante de tantas opções mais interessantes como as salas de chats da internet, blogs, fotoblogs, jogos da internet e outros. No entanto, é preciso conceber que após este anos e anos de regime ditatorial aliada à globalização dos mercados, cujo capital não possui mais pátria, muitos países souberam desfrutar de novas ondas, e nela surfarem muito bem, tendo a informação como uma ferramenta para desenvolver seus projetos e aplicarem no seu mais valioso patrimônio, as pessoas, sejam elas na indústria, nas universidades, mercado financeiro e outros setores. Democratizar à informação é na verdade é permitir que as pessoas exponham suas idéias, assim possam transmiti-las sem qualquer retaliação, ou medo de ser censurado.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Um novo código para o trabalho

Ao ler a obra do grande sociólogo Italiano Domenico De Masi, em que ele remonta toda uma história social sobre o trabalho. O Autor discorre sobre o ócio e sua relação com a criatividade humana. Sua obra me faz acreditar  fortemente que o trabalho não traz nenhuma dignidade e jamais vai nos tornar brioso e valoroso dentro desta nova sociedade pós industrial. O que se vê, é uma nova configuração do trabalho, menos pesado, que leva o homem a ter mais tempo para refletir suas condições e necessidades. Pois, a brutalidade de algumas tarefas apenas fazem com que tenhamos um misero salário no fim dos mês, contribuindo para que aumente o número de miseráveis, bêbados e pessoas descontentes com a própria vida, sem o mínimo de perspectivas. Nesta nova sociedade investir no conhecimento e no aprendizado contínuo é uma garantia de se obter uma vida profissional menos desgastante e mais prazerosa, a partir do momento em que há uma escolha. Hoje temos a opção de oferecer nossos serviços, através de consultoria, ou de forma terceirizada, com a constituição de uma empresa. As vezes temos a impressão de trabalhar mais, ou até mesmo trabalhamos mais, porém com mais qualidade e na convicção de que somos donos do nosso tempo. O lazer também tem seu lugar na vida moderna, por nos permitir refletir com mais tempo nossos projetos e ideias, ou simplesmente para possamos fazer dele um momento de curtição, sem gastar nossas massas cinzentas e apreciar talvez mesmo, o nada.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Nascer de uma nova sociedade baseada no conhecimento

Diante das mudanças ocorridas na metade dos século XX, cujo aparecimento de novas tecnologias, principalmente aquelas relacionadas a informática, comunicação e também no próprio campo das ciências, com a afirmação de novos paradigmas e metodologias, a ciência da informação se constrói a partir de múltiplos campos, seja da biblioteconomia, em que apropria-se em partes da ciência social, quando refere-se ao usuário e suas necessidades informacionais, por outro lado a ciência da computação entra como um campo que preocupa-se com a relação da recuperação da informação. Neste caminho a ciências cognitivas e a comunicação também fornecem subsídios importantes para esse caráter interdisciplinar da ciência da informação. A ciência da informação terá sua notoriedade, pelo fato de ser está ciência evolutiva, construída para fazer frente aos anseios da sociedade pós-industrial, a qual podemos denominar sociedade da informação, que tem como característica a necessidade por produtos e serviços de informação, assim forneçam o conhecimento e o aprendizado. Desta forma, a indústria da informação cede a essa sociedade no intuito de ampliar sua vantagem competitiva, como forma de ganhar mercado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Divagações filosóficas sobre um mundo que tanto queríamos

Ao pensarmos de forma lógica a construção ou mesmo a desconstrução do mundo moderno, nos deflagramos com as incertezas e inconstâncias de sua própria configuração, pois a contemporaneidade nos revela as mazelas do homens e a sua relação com a pisque. A necessidade de ter e consumir perpassa a todo momento como meio de satisfazer os desejos de um vazio eterno. Enfim nesta sociedade em plena transição, cujos meios de produção não mais se revelam em torno dos objetos propriamente dito, mas sim a sua representatividade social, econômica e cultural, pode-se então falar que a nova sociedade está mais preocupada em obter informações a cerca daquilo que adquire e as possibilidades a qual oferece para prover sua carga de conhecimento. Isto talvez seria um novo indicador para que organizações, como detentoras de profissionais, que precisam estar aptos a seguirem a evolução e a inovação tecnológica para desempenharem de forma eficaz os anseios desta nova sociedade. As empresas, instituições e organizações precisam rever suas filosofias e estarem atentas para está nova ordem mundial, cujos mercados não se encontram mais isolados e sim num novo sistema de redes, que pode influenciar e abalar todo o planeta, seria isto o que chamamos de globalização. Então não há mais fronteiras e limites entre os continentes, mas ainda há as barreiras culturais, a não aceitação por certos países de sentirem pressionados pela imposição de certas medidas que contrariem seus interesses. Mas que mundo nos desejamos? é uma pergunta difícil de se fazer, pela enorme desigualdade econômica e social que impera neste planeta. Desta forma a nova sociedade fica restrita apenas às elites das economias desenvolvidas, que ampliam cada vez mais suas oportunidades e passam a dominar as melhores colocações no mercado. Enquanto o restante do mundo padece perante a fome e ignorância.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Improbalidades possíveis, causas desconhecidas

Ao acordar pela manhã, pensei sobre várias coisas que ocorrem neste tosco planeta, que existem possibilidades e impossibilidades de tudo acontecer, no entanto se realizam ao nosso contra gosto. Poderíamos imaginar de tudo que nos pode ocorrer durante um pequeno trajeto de casa para o trabalho, sejam elas boas ou ruins. Na verdade os acontecimentos e suas probabilidades estão ligados aos nossos pensamentos, enfim somos aquilo que pensamos ou desejamos. Um fato curioso é tal do "dejavú", ou meramente "alguém fez ou disse isto, neste mesmo lugar a um tempo atrás", será um mistério ou apenas uma coincidência. Na tentativa de explicar os grandes fenômenos "sobrenaturais" que amedrontam durantes séculos e séculos os pobres seres humanos e aguçam a curiosidade de cientistas, religiosos, parapsicólogos, físicos e mesmos leigos que se debruçam em seus estudos para explicar uma série acontecimentos um tanto extraordinários, como por exemplo: a presença de seres extraterrestre, a possessão de espíritos e o trabalho de exorcismo. Alguns estranhos fenômenos como a santa que escorre lágrimas de sangue, até mesmos pequenos milagres que ocorrem no dia a dia de pessoas comuns. Poderíamos dizer que estás são improbabilidades possíveis, que nos assustam, sendo que o desconhecido é sempre algo novo e temeroso ou tudo não passa de imaginação de nossas mentes férteis.


sábado, 29 de setembro de 2007

Loucuras de um país utópico

Meus queridos leitores, desculpe por não estar escrevendo nesses últimos meses. Assim ofereço uma leitura ácida e recheada de bom humor negro, no entanto vós escrevo cheio de crítica e dor pelas ações de nossos brilhantes políticos, que só sabem fazer pizza. Abro esta minha reestréia como cronista, ensaísta e todos outros ISTAS, refletindo sobre a situação geral de nossa maravilhosa nação tupiniquim. Tenho assistido muita TV, principalmente os telejornais, vejo tanta desgraça, que ao quebrá-la, seremos inundados em sangue e molho de catchup, além de um mar de bosta. Meus caros amigos a justiça anda capengando, assassinos são colocados na rua, por que a lei é falha, os Renans da vida pregam sua bunda na cadeira, e ainda falam daqui ninguém me tira, pois eu nego tudo, sou vítima. Enfim que loucura é o nosso país, tá tudo errado, ou só eu que não me adaptei a esta brasilidade. A utopia do contrário existe, está presente nas nossas vidas, basta ver os meios de comunicações, como dizia Renato Russo, que país é este. Tudo que ele falou continua vivo e latente. Vamos dar um Uhhhh!!!!!!!!! para todos aqueles que destroem os sonhos de uma vida melhor e nos roubam sem armas e saírem de suas cadeiras. Este Uhhhh!!!! não é chavista, mas que tudo aqui cheira a enxofre, isto cheira. Obrigado a pelos menos um que me leia. Pode deixar, continuarei a informar as notícias do passado, presente e se possível do futuro, sempre mais sulforoso do que nunca.


domingo, 5 de agosto de 2007

Quando alguém aparece...

Um dia comum, de homem comum, de vida simples, que estava só, não tinha esperança de encontrar ninguém legal para fazer caricias, afagos e beijos. Mas numa festa a qual não conhecia ninguém, ali estava ela, olhando para mim,  em sua direção retornava o meu olhar. Está é uma pequena história da vida que pode ser uma ficção ou realidade. Pois, quando nos sentimos só temos a necessidade de preencher um vazio, buscar alguém que possa mudar o rumo de nossa vida, encher o nosso dia de alegria. É muito bom acordar com uma pessoa especial ao nosso lado. Tudo muda, ficamos mais vivos e menos tristes por ser acariciado. Andei sempre só neste tenebroso caminho, sem esperar por nada, agora entendo o que é ter uma pessoa legal, que venha encher minha alma de calor e carinho.


sábado, 21 de julho de 2007

Amar não é assim

Procurei o amor, mas não consigo
se passo pelo rua todas me atraem
O medo de não ter ninguém me aflige
Assim, sou eu, sozinho, passando dias
em minha casa, na solidão, agora
quero viver um intenso amor
Me amar, mas o que é amar
se o mundo não mais oferece
conhecer as pessoas, mas antes devo
saber que sou.
Amor, um verbo antigo
cheio de medo e confusão..

domingo, 8 de julho de 2007

A incerteza do amanhã

Acordamos todos os dias pela manhã e caminhamos em direção aos nossos empregos, escolas, faculdades ou simplesmente vamos ao bar da esquina para tomar uma cachaça, jogar bilhar e debater sobre nossas frustrações diárias. Assim passa o dia, vem a noite e queremos chegar em nosso lar, tomar um banho quando se tem água e jantar quando podemos desfrutar de adquirir o alimento. Isto é uma vida rotineira, onde o ser humano vive a cotidianamente, mas não se pode esquecer que lá fora o mundo é cão, diante da violência das ruas, assaltos, estupros e assassinatos. Não há onde esconder, mas se trancarmos em casa não teremos mais vida, seremos escravos do medo, psicóticos de um terror urbano. Enfim não temos certeza do amanhã, tudo pode acontecer, não sabemos se chegarmos vivos em nosso lar, mas mesmo dentro dele sofremos as agressões daqueles que o invadem e nos levam os bens e a própria alma, nos ferem com facas, armas e vergonha. Cadê os que nos protegem, onde está os homens da lei, se não há mais lei, quando há, ela é a lei do cão. Queremos paz, amor e menos glória do heróis. Neste mundo violento, somos apenas vitimas, mas contribuímos para sermos cúmplices pelas atitudes que tomamos.


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Trair ou não trair, eis a questão

A infidelidade segundo as pesquisas realizadas, tem demonstrado um crescimento bastante vertiginoso nesses últimos anos, principalmente por partes das mulheres. Por que tal fato tem aumentado tanto? umas das indagações dos especialistas está ligado ao novo comportamento da mulher moderna, que está menos dependente do marido, por trabalhar fora e assim ampliar suas relações humanas. Talvez o fator preponderante para a infidelidade feminina esteja ligada a suas necessidades sexuais. Atualmente a mulher não quer ser vista como um objeto de desejo e têm cada vez mais suas fantasias. Partindo de uma análise social, a traição seja do homem ou mulher é vista de uma forma bastante distinta, cujo  homem na sociedade quando trai é algo normal e até salutar, ao passo que a mulher está passível de ser execrada. Seja homem ou mulher quando traídos, as marcas ficam, pois se perde a confiança, o fruto principal para que os relacionamentos possam ser mais duradouros. A perda da confiança desestrutura e destrói os relacionamentos, somos seres dotados de sentimentos. A quebra de qualquer um deles é um passo para desencadear reações que as vezes ultrapassam os limites, que nos levam a cometer atos desastrosos. Por mais moderno que sejam as ideias e os modos da sociedade, ainda não suportamos certos atos que nos desmoralizam. Trair é algo muito pessoal, que diz respeito somente a quem trai, pois devemos respeitar a sexualidade dos outros. Mas temos o poder de renegar o traidor ou perdoá-lo. Isto só cabe á quem é traído, ou seja de uma forma ou de outra ambos tem decisões a tomar.


domingo, 24 de junho de 2007

Triste por um fim tão trágico

Crianças, mulheres, velhos e homens estão todos sujeitos a um fim trágico, neste mundo cruel e enfadonho, quando tudo está perto de tornar-se uma grande geléia geral, então deparamos com a preciosidade da vida, bruscamente imploramos por mais alguns dias, meses ou até anos de sobrevivência. Digo isto, simplesmente pelo fato de nos mesmo estarmos destruindo a cada dia nossa casa, na verdade nem somos nós os verdadeiro culpados e sim aqueles gananciosos capitalista do velho mundo e dos EUA e ainda para piorar vêm a China com a ideia de se tornar a maior potência do planeta, que estão tirando o sossego dos ambientalistas e da própria humanidade. Além disso, voltamos a viver sob a ameaça de uma guerra nuclear, com as sandices desmioladas do mundo islâmico, em gerar mais armas de destruição em massa. São essas "pequenas" atitudes de irracionalidade proveniente desde da Grécia antiga e da Roma de Julio César que tem dizimado parte do mundo, além dos flagelos e pestes que atacam o homem. Mesmo assim vamos caminhando a passo largos, desenvolvendo cada vez mais novas tecnologias para atender ao consumo desenfreado e fervilhante, que traz ao ser humano a falsa sensação de conforto e bem-estar. Enquanto isso, um sábio mendigo me diz, "escuta aqui meu jovem, um dia veremos coisas que nossos olhos jamais poderão suportar ver". Era mesmo um sábio, ou apenas um louco, quem pode saber.


segunda-feira, 18 de junho de 2007

Um mundo da interatividade

Nesta nova sociedade, cuja tecnologia da informação tornou-se uma realidade, um meio de sobrevivermos a tanta inovação. A cada ano é lançado no mercado novas tecnologias de comunicação, telefonia e informática. O mais interessante é que elas estão passando por um processo de convergência, onde as pessoas poderão assistir seus vídeos no celular e também fazer compras pela internet, dessa modo usufruir da TV de forma mais interativa, então jogar seus games por meio dela, visitar bibliotecas através da realidade virtual ou mesmo gravar suas musicas através dos I-Pods, MP5 e outros. Mas, no Brasil, um país de grandes diferenças sociais, cuja muitas pessoas ainda não possuem se quer a instrução básica e não tem acesso a nenhum tipo de tecnologia, como vai ser suas vidas diante desta convergência tecnológica. Se, de fato vivemos uma sociedade da informação, para que ela seja efetiva e completa, todos indivíduos devem estar inseridos neste contexto. O "boom" da internet não deve prezar apenas pela quantidade de documentos, artigos e notícias, mas procurar resguardar pela qualidade e integridade das informações. Algo que na verdade não acontece, pois a maioria é composta por informações imprecisas e até mesmo contraditórias. Cabe a nós especialistas em informação, pelo menos tentar oferecer aos usuários da grande rede "web" e suas variantes serviços que tragam um conteúdo preciso e de qualidade, levando o conhecimento, e uma interatividade que seja proveitosa.


quinta-feira, 7 de junho de 2007

Um pesar na conscência

Quanto tempo acreditei que poderia viver sem culpa, isento de qualquer sentimento, principalmente aquele, que por mais pequeno que fosse, não atingiria ninguém, jamais soube retribuir o carinho que recebia daquelas pessoas, que realmente me amavam. Hoje vejo com pesar, que poderia mudar o rumo da minha história, fazer com que as coisas mudassem, amar mais, sem nada em troca. Buscamos o tempo inteiro o olhar do outro, no entanto não olhamos para nos mesmos. Quando nos deparamos diante do espelho, vemos um ser estranho, patético, cheio de problemas e neuroses. Então, nos percebemos seres doentes, que precisa de ajuda e carinho. Talvez uma atitude de autopiedade e vitimização, a todo momento queremos ser dignos de dó. Tudo isso cria um pesar verdadeiro, que nos faz descaminhar pela estrada da vida, todavia nos enche cólera, desamor e egoísmo. O Ser deve superar a si próprio, sair da condição de vítima e se humanizar com a fragilidade dos outros. Esta é uma rota contraditória, sendo que a maioria prefere ir pelo lado que mais convém, em partes, aquelas onde só se ganha.


sábado, 2 de junho de 2007

O ato de ser humano

Ao caminhar pelas ruas dessas grandes, ou mesmo, médias cidades nos deparamos com pequenos atos de desumanidade, são pessoas esfarrapadas pelo chão pedindo um trocado para o pão, talvez até mesmo para alimentar-se do vício diário da bebida alcoólica e do tabaco. A maioria dessas pessoas um dia se disseram humanos, tiveram lar, família e emprego, no entanto por ironia do destino se viram em tal situação devido as dificuldades que aqui não nos  cabe falar. O que verdadeiramente importa, é que eles deixaram de se considerar pessoas, seres humanos , cidadãos, assim aproximam-se mais de um animal irracional e acabam agindo pelo instinto para sobreviver. Enfim diante dessa constatação, ou melhor, afirmação que provém deles próprios. Qual é a nossa reação e reflexão sobre o que é ser humano. Se avaliarmos os acontecimentos e escândalos dentro da esfera política, midiática e empresarial perceberemos que têm muito magnata, celebridades e políticos mais aproximados a um canino, ofídios ou caprinos, sem querer ofender as pobres criaturas, por não dar a mínima ao que ocorre neste país, e suas mazelas. No entanto, se preocupam apenas em satisfazer seus desejos e enriquecerem cada vez mais às custas destes que se autodenominam a escória do mundo. Então, o ato de ser humano reside onde? Na luxúria, na ostentação e nos meio ilegais de obter bens e poder, ou na favela, na rua e nos lixões das cidades. Por que para ser humano é preciso dignidade, e percebemos que tanto um como o outro não o possui. Mas é que ai reside uma enorme diferença, o primeiro vende-se em nome da riqueza e do dinheiro fácil, ao passo que o segundo foi destituído injustamente desta condição. Portanto encontra-se em si um fundo de dignidade perdido, mas que ali está.


domingo, 27 de maio de 2007

Valorizando a vida e a amizade

Nunca pensei que seria tão gratificante reconhecer uma amizade e valorizá-la. Sempre tive uma certa desconfiança das pessoas, pois assim me ensinaram sempre desconfiar de qualquer um. Isto cria na gente um ar de que todo mundo não presta e só querem aproveitar de nossa falsa ingenuidade, mas, os outros também não ficam com o pé atrás. Quando estamos longe de casa temos que nos apoiar nas amizades que fazemos. Enfim, se encasularmos jamais conheceremos novas oportunidades de crescermos. Não que eu confie em todo mundo, claro que devemos procurar pessoas que tenham boa índole e sejam honestas e sinceras, mas neste mundo de hoje realmente é muito difícil. No entanto se estamos só e o outro também é tentar criar um laço de amizade. Quanto a vida, certamente, é a coisa mais importante que temos. Não haverá um amanhã, se nos seres humanos não aprendermos a conviver uns com os outros de forma pacífica e cordial. Ter amigos de verdade é algo raro, entretanto  há aqueles que sabem o valor de uma amizade, assim reconhecem a vida como algo majestoso e essencial. Já dizia o poeta Gonzaguinha "e a vida é bonita, é bonita".

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Humildade - o dom da compreensão

Ao pegar a estrada da vida é me escarafunchar pelo sertão mineiro, a qual jamais em minha toda existência pensei em fazer. No entanto o destino não é previsível, ali estava eu dentro do ônibus, sem saber o que me esperava, passando por pequenos lugarejos, até me encontrar no fim das Minas Gerais, percebi naquele lugar a hospitalidade das pessoas, sua humildade e a capacidade de compreender o outro. Mesmo sem palavras, apenas por meio de pequenos gestos a demonstração de cordialidade e amizade era visível. Passei então a perceber que também tal tratamento era misto de reciprocidade pelo meu modo de agir e tratar aquelas pessoas, mesmo aquele mais durão e ranzinza me atendia de forma respeitosa e amistosa.  Desde então descobri que por ser humilde e educado com as pessoas, elas respondiam da mesma forma. Percebi que estar longe de casa, dos amigos não foi tão doloroso, quanto parece ser. A partir do momento que as pessoas saibam lidar com os outros, dando-lhes atenção, evitando situações vexatórias e que causem desconforto e discussão desnecessárias o ser humano passa a ganhar mais respeito, tornando-se parte de novos ciclos de amizade. A humildade só e conquistada quando se têm a compreensão daquilo que o outro deseja. Sabemos que é muito difícil compreender e aceitar as diferenças. Nestas minhas andanças por este sertão de Minas, cada vez mais aprendo sobre o ser humano e o seu comportamento diante das diferenças culturais.


terça-feira, 1 de maio de 2007

Uma dura mudança

Às vezes é preciso ter coragem, largar uma vida confortável, onde nossos pais são nosso porto seguro, e assim trilhar um novo caminho em busca de uma identidade própria, começar a crescer e lidar com as dificuldades do mundo. Não vai ser fácil, mas existe no homem um espírito de sobrevivência, cujo ele sabe lidar muito bem. Talvez, pensamos não estar preparado, enfim, fazer novos amigos, lhe dar com hábitos e costumes que não estão no nosso cotidiano, por mais que a gente queira, não agradamos a todos. Mas sair de casa é uma coisa que pode ocorrer por diferentes motivos, seja pelo dinheiro ou mesmo, a busca de novas aventuras. Escolhi tal caminho, com pouco dinheiro no bolso e nenhuma vivência fora de meu habitat, peguei minhas malas e trilhei um caminho desconhecido, não sabia o que me esperava. Até o momento está sendo gratificante, estou numa cidade pequena a qual não conheço ninguém, mas percebo, que os hábitos são iguais a de qualquer um que resida neste imenso país. O calo incomoda, no entanto o calor das pessoas são fascinantes. Não há muito para se fazer aqui, mesmo assim, a cada dia aprendo mais com pessoas simples e hospitaleiras.Todo ser deveria sair de sua zona de conforto e enfrentar a estrada rumo ao desconhecido.


sábado, 14 de abril de 2007

O sofrimento de ser racional

Talvez o fim da humanidade esteja próximo, pelo fato de sermos materialista e largamente racionais. O racionalismo nos faz sofrer, o pensar demais, o analisar e ter que tomar decisões sobre grande pressão adoece nosso corpo e corrói a nossa alma. Nunca se viu tantos doentes mentais no início deste século, crises de depressão, síndrome do pânico, além de outras doenças mais graves. A sociedade atual, principalmente nos grandes centros urbanos convive com a solidão e o medo constante. O ser racionalista não possui uma vida ativa, faz dela um objeto de temores e só acredita naquilo que se vê e se sente, como prova da ciência. Mudar o rumo da vida é passar a sentir emoções, ter fé naquilo que não se vê e sim no que se sente. Pois as emoções abrem precedentes para os sentimentos que tornam o ser humano mais humano e menos egoísta. Vale dizer que a fé, não num sentido religioso ou espiritual, mas sim como instrumento de canalização para realizar os desejos e até mesmo de cura perpassa pela emoções, cujo racionalismo  torna-se inviável e até mesmo antagônico. O racionalista realmente sofre de forma invisível, pois canaliza um excesso de pensamentos baseados na retórica enviesados por uma verdade nem sempre real e comprovada pela ciência. Portanto, as vezes acreditar em algo que nos foge a uma explicação lógica pode ser um caminho para a felicidade.


sábado, 7 de abril de 2007

Preservar o mundo

Em meia a tantas desgraças, ainda sobrevivemos em um planeta caótico, cuja florestas estão sendo degradadas, os rios poluídos, o excesso de gases poluentes provindos das fábricas, carros, e a enorme quantidade de esgotos lançados ao mar e rios são as causas que contribuíram para que os regimes de chuvas fossem alterados, provocando quadros irreversíveis de secas em diversas partes do mundo, o desmatamento das florestas criaram verdadeiros desertos e agora percebemos que o planeta está muito mais quente, a temperatura já varia em torno de 2 a 3 graus Celsius. Toda essa  mudança climática provoca um enorme desconforto ambiental, gerando mais dificuldades para o plantio, criação de animais, e conseqüentemente amplia a pobreza e a fome. Portanto não basta só para os países ricos falarem que deve se preservar a Amazônia, que é o berço ecológico do mundo. Mas olharem para dentro de suas casas e verem o quanto eles gastam em água, produtos industrializados a base de petróleo, além de diversos outros que destroem a fauna e a flora e são poluentes a natureza. Não devemos aceitar de forma alguma que aqueles países que nos impõem medidas de proteção ambiental, sejam os mesmos que mais gastam energia e devastam ambientalmente o planeta. As ONGs que trabalham neste sentido, deve trazer projetos concretos e exigir que suas nações façam políticas de proteção ambiental e também trabalhem para que ocorra a educação e formação de cidadãos comprometidos com a preservação ambiental. Somente o desenvolvimento, sem a consciência de que é preciso manter a sustentabilidade para futuras gerações será a condenação da espécie humana ao fim.


domingo, 1 de abril de 2007

A nova versão do feminino

As mulheres deixaram seus lares e filhos, aprenderam que possuía força e poderia movimentar a grande roda da história e fazer uma nova revolução, a revolução de saia. Essas mulheres vistas até mesmas por outras eram taxadas de anti-sociais, rebeldes e loucas, no entanto ganharam adeptas e seguidoras que já não queriam apenas ser meras coadjuvantes da história e sim, parte importante dela. Neste século XXI percebemos que tal luta não foi infrutífera, grande parte das empresas tem em seus quadros diretivos mulheres, que possuem tanta competência como qualquer um. Na política, nas artes e até mesmo em serviços pesados elas dominaram. Portanto na contramão da história, os países mais pobres ainda enxergam a mulher como uma peça, um objeto de sexual, que deve apenas satisfazer o desejo dos homens e servi-los nos momentos que desejam. Segundo alguns psicanalistas, a mulher é detentora do poder, pois sabe seduzir e extrair do sexo oposto as suas vontades. Às vezes, são ardilosas e segura de seus desejos, mas também trazem em si uma certa fragilidade oportuna, a qual desconhecemos. Mulher, o ser que enlouquece qualquer homem, que fascina e amedronta. hoje livre de preconceitos dominam e geram novas safras, que amanhã terão o poder. No entanto, estarão procurando aquele que a ame e a chame de mulher.


Natureza

Natureza