sábado, 10 de dezembro de 2016

Digitalização de prontuários médicos no SUS: medida desnecessária no momento

      

Segundo determinação do Ministério da Saúde (MS), até o dia 10 de dezembro de 2016 todos os prontuários médicos dos pacientes deveriam ser digitalizados nos postos e unidades de saúde de todo país, logicamente que tal medida do MS não será cumprida na sua totalidade, por razões de dificuldades financeiras, tecnológicas e de recursos humanos, exigindo treinamento dos funcionários, implantações de redes e equipamentos, tais como Scanners, softwares.  A digitalização dos prontuários certamente irá trazer grandes vantagens ao sistema de saúde, beneficiando milhões de usuários do serviço, como rapidez e eficiência no atendimento, permitir conhecer melhor o histórico do paciente e assim administrar o tratamento adequado, acesso seguro às informações por diferentes profissionais da saúde, além de diminuir o custo com a impressão e duplicação de documentos em papel, gerando enorme economia nos gastos públicos. A tecnologia da digitalização dos prontuários médicos fará a integração de informações entre o governo federal, estadual e municipal e dessa forma distribuir de forma mais equânime os repasses de verbas. No entanto, a conclusão deste projeto vai ser longo que exigirá esforços de todos profissionais de saúde e tecnologia envolvidos, além do apoio direto do Ministério da Saúde, não só com equipamentos e sistemas, mas também capacitação e treinamento das pessoas. A realidade dos postos e unidades de saúde em nosso país parece ser desconhecida pelo governo, por estar muito aquém do ideal, não possuindo mínimo para atender o cidadão. A ideia da digitalização do serviço de saúde de fato é uma iniciativa bastante positiva e extrema relevância que beneficiará o atendimento ao usuário do serviço de saúde e vai agilizar as atividades e tarefas dos profissionais.  Mas a grande questão é que antes deveria se pensar na situação real dos postos e unidades de saúde do país. A maioria deles está numa situação de extrema penúria, se quer tem médicos em quantidade suficiente, muitos estão com sua estrutura física danificada, não possuindo iluminação adequada, vazamentos no teto, alguns não possuem medicamentos básicos para o cidadão e outros não têm material de limpeza e de higiene. Fatores como estes é que deveriam ser prioritários e serem sanados com urgência. A tecnologia por si só não resolverá os problemas já citados. Então, o investimento do governo para a modernização na saúde acaba sendo inútil, um gasto que poderia ser utilizado em outras frentes mais necessárias, servindo de forma efetiva o usuário do sistema de saúde. Portanto, exigir prazo para implantação do serviço de digitalização de prontuários médicos, quando não se tem uma mínima estrutura é um grande contrassenso, ou melhor, para ser mais crítico, torna-se pura demagogia. Precisamos oferecer ao cidadão serviços públicos mais concretos e tangíveis, que atendam a sua real necessidade. Não estamos aqui contra a digitalização do serviço de saúde, sabemos  que trata-se de uma tendência natural e evolutiva, que deve sim ocorrer, devido a sua enorme vantagem agilizando os processos nos serviços de saúde com um todo. Porém, é preciso avaliar as condições reais para sua implementação, pelo fato da digitalização ser um processo complexo que demanda conhecimento técnico, experiência em certas atividades e tarefas, planejamento estratégico e operacional, suporte tecnológico e estrutural, além de desenvolvimento de sistemas de informação, redes estáveis para comunicação constante e equipamentos. Enfim, caberia ao Ministério de Saúde, antes de impor tal medida em tão curto prazo, reavaliar suas atitudes e compreender a verdadeira situação de caos da qual a saúde brasileira se encontra, basta vermos as filas quilométricas nas unidades e postos de saúde para marcar um exame, quando conseguimos fazer, leva-se seis meses ou até mais. A tecnologia de digitalização dos prontuários por mais benéfica que seja,  nesse caso não poderia ser a primeira solução, sendo que existem problemas muitos mais grave a serem resolvidos.          

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os Perigos da Desregulamentação Econômica

Neste novo milênio assistimos a enormes mudanças em relação a economia, não vivemos mais dentro de uma ilha isolada, cuja produção e consumo estava restrito localmente. O mundo tornou-se global, assim como os mercados, que diretamente são impactados. talvez, uma da maiores discussões neste planeta globalizado seja a questão da desregulamentação da economia. Este assunto um tanto controverso apresenta distintas opiniões e interesses em diversas nações. As experiências em relação a desregulamentação a princípio pode ser um tanto perniciosa e trazer graves consequências econômicas e sociais.
Pois, trata-se de um mecanismo que privilegia grandes empresas em detrimento ao papel estado. A isenção do estado de sua função social, econômica e até mesmo política em certo sentido no gerenciamento de regras, normas e leis, colocando-as na mão de grandes corporações cria enormes danos à sociedade. A falta de intervenção por parte do estado, permite que empresas atuem com as piores práticas e muitas vezes sem serem punidas de maneira severa.
O caso mais emblemático que se beneficiou da desregulamentação foi a empresa Eron, uma gigante da setor de energia dos EUA, que faliu no inicio do século XXI devido a falhas e fraudes financeiras, erros de gestão, falsas informações ao mercado. A Eron era vista de como um corporação sólida, pois, investir em suas ações eram ganhos líquidos e certos, mas na verdade a empresa apresentava grandes problemas como: balanços e demonstrativos contábeis mascarados que não reportavam os  reais prejuízos.  A Eron aproveitou-se da falta de regulação do setor energético e de concorrência no estado da Califórnia para cometer abusos econômicos, alvitrando os preços das tarifas em mais de 300%.  A falência da Eron foi um choque para todos que dela dependiam, provocou as mais diversas reações, suicídio de executivos, empobrecimento, desemprego e muitos investidores viram suas aposentadorias e pensões se diluírem. Isto mostra claramente que a ausência do estado e a quebra de leis podem ser danosas a sociedade como um todo. Portanto  o governo deve exigir contrapartidas financeiras (multas, ajustes de conduta) e legais (punição de executivos e responsáveis) no intuito de proteger os interesses da sociedade.  
Na visão da  esquerda renovada, o governo é a base de regulamentação dos serviços prestados  pelas empresas, pois regular é evitar que os excessos capitalistas possam fraudar o mercado e abusar economicamente da sociedade.  As agências reguladoras tem um papel preponderante na economia, cujo princípio é debelar os abusos de preços dos serviços e produtos, exigir das empresas atuantes políticas claras de proteção ao consumidor, funcionários e investidores, transparência na gestão, em que os balanços patrimoniais e contábeis sejam abertos a todos. As agencias reguladoras devem representar os interesses da sociedade, punido de forma exemplar os absurdos comerciais, regular as tarifas  e cobrar serviços de qualidade.  Pois, casos como estes da Eron mostram que os excessos nos preços foram tolerados pelo governo devido a falta de controle e leis que punissem exemplarmente a empresa, responsabilizando seus executivos por agirem sem qualquer ética no mercado.
Enfim, aqueles que defendem a desregulamentação, geralmente são dotados de uma ética duvidosa, intitulam-se os donos do poder e furtam-se da responsabilidade com os trabalhadores, pequenos acionistas, consumidores e agentes governamentais. De uma certa forma podemos aqui entender que desregular a economia é fortalecer o capitalismo em sua essência mais selvagem e brutal, assim passando por cima dos direitos trabalhistas, provocar perdas no investimento dos fundos de pensão e aposentadorias, além do desmonte da legislação fiscal-tributária. A desregulamentação abre um enorme precedente para a especulação financeira, colocando em detrimento os investimentos de milhões de pessoas, que esperam um retorno real e justo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Esquerda renovada: uma mudança de paradigma

A criação da esquerda renovada vem contrapor o status quo vigente, por não mais caber a ideologia partidária, como uma proposta arcaica e ineficaz aos anseios da sociedade atual.  O partidarismo como mecanismo político tornou-se obsoleto e segredado a realidade da nova configuração ocorrida no mundo, ao passo que não consegue mais arrebanhar todas as vertentes e correntes de pensamentos.  A pretensão maior da esquerda renovada é justamente não ser de forma alguma um palanque partidário,  uma sigla ou símbolo formatado em estatutos, ideologias, regras  ou mesmo transformar-se em agremiação. O objetivo da esquerda renovada pauta-se na manifestação contrária ao atual modelo político, da qual poucos se beneficiam do poder.  
A  verdadeira insatisfação da sociedade em relação a política de um modo geral pôde ser observado nas urnas desta última eleições, frente ao enorme número de abstenções, votos nulos e brancos, tal fato mostra a descrença e desânimo com modelo político em voga. Essa demonstração um tanto nociva gerou um quadro de anomalia política, trazendo à tona  certas bizarrices como a extrema direita numa posição conservadora e com seus discursos preconceituosos. Isso representa um certo retrocesso político, que danificam os institutos democráticos conquistados ao longo história. Basta vermos os perigos que o conservadorismo ultradireitista podem fazer ao tomarem o poder, tais como: a perda de grandes projetos que visam a diminuição das desigualdades sociais, leis e direitos voltados às minorias, o fim da divisão da riqueza produzida pelo país.
No entanto o autoritarismo das antigas frentes comunistas, como o Stalinismo na antiga URSS, o comunismo chinês não pode ser aceito como a essência do socialismo colocado por Marx, por que recaem na grotesco e selvagem autoritarismo. Pois, Marx foi muito mal interpretado ou mesmo mal utilizado ao pregar-se as ideias socialistas, sua proposta em linhas gerais era a luta pela igualdade na distribuição da riqueza  e o fim da exploração dos trabalhadores pelo rolo compressor do capitalismo agressivo, da qual a direita conservadora era responsável. A esquerda renovada pretende regastar o marxismo dentro de suas ideias democráticas e não essa visão fantasiada, em que o socialismo é vista como uma ditadura do proletariado ou uma burocracia ineficaz imposta pelo estado como colocam alguns defensores do conservadorismo.
O estado deve sim existir  e ser presente, justamente para manter a ordem das coisas, intervir nos abusos do capital e de seus detentores, auxiliar nas políticas públicas e atender as necessidades dos despossuídos e oprimidos  pelo poder econômico. Na própria teoria econômica de Keynes (economista inglês) seus tratados já demonstravam que o estado tem a função de regular a emissão de moeda, estabelecer  normas para o mercado de maneira a impedir os desastres econômicos, como foi crise econômica de 1929 e tantas outras, ou seja, Keynes defendia a interferência da economia na política. Diante dessa visão a esquerda renovada tenta construir suas ponderações e incutir suas opiniões, entretanto, sem a criação de ideologias partidárias, nem mesmo estatutos, pois este é a amalgama para o antigo, ultrapassado, que deve ser aniquilado.
As manifestações são o nosso palco, sem bandeiras e apoio partidário, nascemos da comoção popular, da indignação com as ideologias opressoras. Sabemos que a atual política não dá mais conta dos nossos desejos. No seu cerne o que se vê é apenas corrupção, desgaste, interesses particulares, desmantelamento com a coisa pública. Na chamada casa do povo, lugar onde estão nossos representantes tudo está contaminado pelos vermes corruptivos, fazem o jogo  conforme seus interesses próprios. A máxima dos partidos políticos é adentrar essas casas  e no seu interior estabelecer regras que contrariam a vontade da maioria. A esquerda  renovada não pretensão de estar ou mesmo fazer o jogo sujo do poder. O objetivo da esquerda renovada é lutar e apoiar através de novas armas o fortalecimento da democracia em todas as suas esferas, manifestar de forma inteligível contra aqueles que abusam do poder em benefício próprio.  A liberdade se faz de maneira responsável, enfim somos todos responsáveis pelos nossos atos e a nossa omissão custa caro. O fato de abstermos politicamente leva ao poder nossos inimigos, isso é visível na atual conjuntura política, quando assistimos a derrocada da democracia. Precisamos ser transgressores no sentido de impedir e relutar  e jamais aceitar que o arcaico e parasitário poder renasça para escravizarmos.
Afinal, estamos vivendo o ápice tecnológico, em que a internet e suas ferramentas: blogs, redes sociais, como um meio sincrônico substitui os meios frios de comunicação como a TV, Rádio que não permite a interação ao vivo e instantânea. Então, a internet juntamente de seus instrumentos deve ser um espaço de luta, manifestações e reunião da esquerda renovada. As redes sociais é lugar da conversação, do debate, das ideias produtivas, onde podemos discutir aquilo que desejamos em termos políticos, sociais e econômicos. Pois o Estado  é a soma da sociedade, a força produtiva, que englobam as necessidades popular e não as vontades daqueles que usurpam o bem público. Novamente, a tecnologia vem como aliada dos sem voz, dos oprimidos, dos despossuídos, através dos blogs e redes sociais podem exprimir seu grito de liberdade e clamar por mudanças, ou mesmo opor-se ao sistema e talvez transgredir, assim agir e manifestar-se democraticamente contra o atual estado das coisas.
A burocracia e a tecnocracia deveriam ser estados de exceções, que outrora dominaram o mundo, no entanto a história nos ensinou que regimes abomináveis e distópicos como estes jamais deveriam vir à tona novamente, são inaceitáveis. Esses regimes formam-se da alienação  humana, em momentos de fragilidade democrática, por exemplo: o Stalinismo se fez de uma anomalia do socialismo marxista, dá má interpretação de seus escritos e da própria aceitação cega da sociedade num momento de caos histórico. entretanto, a tecnocracia nasce do poder da direita conservadora, dos instrumentos impostos pelo capitalismo, juntamente com o estado autoritário que utiliza os meios de comunicação e propaganda para vender um sistema econômico que pode ser a solução do mundo naquele momento de fragilidade. 
Não podemos cair  nesse ideário tecnocrático, que se resume no aparelhamento do estado, justamente para manipular a sociedade como um todo. A tecnocracia nos levaram a patamares históricos deploráveis com infinitos massacres genocidas, destruição cultural, extrema desigualdades sociais, o verdadeiro caos planetário. Muito bem, qualquer fundamentalismo seja de direita ou de esquerda torna-se nocivo a sociedade, assim  como a ideia de partidarismo que gera cisão e fragmentação política, originando a descontinuidade de projetos futuros.
Nem mesmo,  o modelo anárquico com seu conceito de ausência de poder e contrariedade aos regimes políticos faz frente as propostas da esquerda renovada, por que ainda sim é dotada  de ideologias, são estas que impedem o florescimento de uma sociedade organizada para contrapor-se a tudo que está estabelecido. Talvez a anarquia possa aproximar-se da esquerda renovada no sentido não ideológico, mas da ação conjunta presente nos sindicatos, agremiações e associações de trabalhadores.  A esquerda renovada não acredita nas instituições enquanto sua forma física e sim no agir da sociedade, pois toda ação também gera reações, segundo as leis da física. As reações, um ato de proteção dos reacionários, que não querem permitir o desenvolvimento das políticas progressistas, libertárias, anárquica e de cunho esquerdistas ajam naturalmente sobre o mundo por medo de perderem o controle  e o poder sobre as massas, continuar manipulando-as. Enquanto isso, os reacionários dominam qualquer tentativa de ação libertadora, sufocando-as com  mordaça da opressão. colocam aqueles que pensam e agem em prol da cidadania, da igualdade e da liberdade numa situação de clandestinidade e subversão por exercerem sua intelectualidade a favor da democracia.
De qualquer forma, sabemos que o modelo de democracia representativa não é o ideal, apresenta grandes falhas, sujeitas a desigualdades sociais, políticas e econômicas. A representatividade nem sempre é a escolha da maioria, muitas vezes manipulável pela corrupção e fortemente dotada pela ideologia partidária, exigindo estatutos e regra incompreensíveis aos olhos da grande parcela da sociedade. A complexidade desestimula a participação, em consequência temos a insatisfação com o modelo democrático aí posto. Faz-se mister que as fronteiras da revolução sejam quebradas  como condição sine qua non para a libertação do homem. Rebelemo-nos para destituir o paradigma político vigente, que encontra-se decadente e prejudicial aos interesses da população trabalhadora.       
Nossas armas serão os discursos, as manifestações, as ideias que devem ecoar do nosso espírito livre e combativo, não queremos mais um poder humilhante, com sua face repressiva e ameaçadora, pois o tempo do medo já passou e nos resta fazer a revolução com mudanças reais. Assim a esquerda renovada entrará na verdadeira roda da história para desmascarar toda iniquidade imposta pelo poder tirânico do sistema econômico que visa apenas o lucro e massacra o trabalhador.
O filosofo que de tudo ri, ao contrario daquele que ainda pode chorar, por não ter nada e saber o que apenas sobrou foi a miséria humana. Sim, somos seres miseráveis, dotados de uma profunda angustia, melancólicos, incapazes de reagir aos intensos medos. Não temos mais lágrimas de tanto pranto, que só nos resta o riso escarnoso da desgraça humana. Na verdade, não somos dotados de uma carapaça grossa, que nos protege contras as lanças e espadas do mundo, a todo momento recebemos o ataque dos inimigos e simplesmente não reagimos, então sucumbimos à primeira ferida.
Deixamos a história nos consumir, por ela passamos e nada aprendemos. Mas, se quisermos mudar a nossa condição de vítima, coadjuvantes para quiça protagonistas atuantes temos que ir ao front de batalha e desse modo lutar com as armas certas. A esquerda renovada tem o intuito de desconstruir a miséria humana, transformar o riso do escárnio e da melancolia em esperança. Parece-nos presunção ou até uma utopia vinda do mais retórico discurso, no entanto, se temos a capacidade de rir de nós mesmos, refletir sobre nossa miserabilidade e nossas ações enquanto ser no mundo, os próprios caminhos que construirmos fornecem a direção a seguir. Direção esta, que visa romper os laços traçados pelas ideias conservadoras, preconceituosas e reacionárias.
A real compreensão da miséria humana nos permite desatar os nós feitos pelas tradições das políticas antidemocráticas e autoritaristas que tanto barbarizam o homem trabalhador.  portanto a história deve ser entendida não como um fim em si mesma, mas a oportunidade de não replicarmos os erros passados. Tal experiência já vivenciada pelas mais diversas anomalias políticas, que dizimaram todas as tentativas de mudanças.
A esquerda renovada passa por uma estrada pavimentada e sólida, pois é quase uma experiência espiritual, dotada de fé, não no sentido da religião e sim no âmbito da crença de valores éticos e morais, ou seja, acreditar na capacidade de mudar o mundo política, social e economicamente.
O conhecimento talvez seja a única forma de chegarmos a plena liberdade. Por meio do conhecimento criamos toda estrutura cultural com suas crenças, valores, mitos, regras, normas e ritos.  No entanto, o conhecimento na mãos de poucos torna-se artefato de dominação e exploração. É um poder exacerbado, que cria senhores e escravos. O capitalismo é fruto desse conhecimento, em que poucos detém os meios de produção e quase escraviza o resto do mundo. A esquerda renovada vem justamente reivindicar o acesso ao conhecimento de maneira ampla, atingindo a todos aqueles que não tem voz. A ampla disseminação do conhecimento é a via natural para que todos nós possamos construir uma base sólida em relação aos nossos desejos, expectativas e anseios.     

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Uma pequena nota sobre o livro "Aplausos para Cecília" (Sônia Mara)

É muito comum nós seres humanos julgarmos os outros sem conhecermos seu passado. Não procuramos ir a fundo para saber a história das pessoas  e com isso deixamos de aprender com elas a mais sublime essência da vida. Pois, as melhores histórias são aquelas dotadas de simplicidade e sabedoria que provém de nossos antepassados, que nos fazem refletir a vida. Muitas desses casos escondem em si medos, incertezas, angústias, amarguras, tristezas, decepções, dores e traumas que nunca se fecham, são apenas amenizados pelo tempo e talvez juntam-se aos raríssimos momentos de alegria e paz. Para que possamos ter a clara compreensão do universo que nos cerca é necessário sabedoria, mas não essa colocada pelos bancos da escola e sim aquela vinda daqueles que nos antecede. O aprender com estes verdadeiros sábios estão em suas palavras simples, cheias de ensinamento de quem nasceu numa vida sofrida, privados do amor, do carinho.
Encontramos em grandes escritores como Guimarães Rosa, Fernando Sabino e entre outros mineiros a prosa que destaca muito bem essa simplória sabedoria. Nos mais recônditos cantos destas Minas Gerais estórias se tornaram famosas para o resto do mundo, apresentando a magia deste povo guerreiro. As tradições, costumes, a religiosidade e segredos das pequenas cidades mineiras guardam enormes relíquias sobre sua gente. Suas histórias, muitas delas trancadas a sete chaves, escondem magoas e desencontros internalizados pela vergonha e medo. Talvez a melhor forma de  amenizar os traumas vividos seja jogar pata fora tudo aquilo que nos corroí por dentro. Então, escrever, falar e contar causos pode ser uma saída para os males, um modo de evitar que o passado não esteja mais presente na roda do futuro, ou seja volte a acontecer. Por que aquele que não admite seu passado está condenado repeti-lo no futuro.
A pequena introdução feita anteriormente é justamente para refletirmos sobre como as dificuldades impostas pela vida podem nos tornar sábios e ao mesmo tempo "externizar" essa sabedoria pode ensinar aos outros a lidar com suas angústias de maneira serena, amenizando os traumas. Quanto a ideia descrita sobre as pacatas cidades de Minas Gerais (hoje nem tão pacata assim, pelo fato da violência ter tomado conta delas), é por que as melhores histórias as tratam como um povo acolhedor, hospitaleiro, que sabe receber visitas com mesa farta de broa de fubá, pão de queijo, café de qualidade e leite. Mas nesta resenha a narrativa não vai alcançar estes saberes ou mesmo o modo de vida nas "Gerais". O livro a ser resenhado emite um parecer sobre os desencontros familiares, ficando assim no âmbito do primeiro parágrafo que trata da sabedoria pelo revés da vida. Agora adentraremos de fato ao livro intitulado "Aplausos  para Cecília" de Sônia Mara que com uma escrita objetiva e sem rodeios, permitindo uma leitura agradável e reflexiva, aquilatando-se aos grandes escritores mineiros já citados  acima anteriormente. A obra da autora expõem como os sonhos e desejos de criança podem ser simplesmente destruídos pela degeneração do seio familiar, que faz perdurar por gerações e gerações uma cicatriz inapagável, um verdadeiro trauma que nem mesmo a psicanálise Freudiana daria conta de apaga-la. Entretanto a exteriorização do fato através da palavra escrita foi a melhor forma da autora externalizar e exorcizar os sentimentos mais profundo de angústias, amarguras, tristeza e ressentimentos deixados pelos seus antepassados. Sendo que o abandono dos filhos por uma mãe para viver com seu amante é uma temática muito forte principalmente num tempo em que tal assunto era um tabu, talvez um "sacrilégio, um ato de loucura em uma sociedade conservadora, machista e patriarcal neste vasto interior das Minas Gerais.  Digamos enfim,  que o livro "Aplausos para Cecília" de Sônia Mara traz a tona um drama familiar, o abandono dos filhos pela mãe adúltera, cuja protagonista a menina Cecília se vê órfã de mãe e pai vivos tem de aprender a sobreviver não só com a miséria humana, mas a falta de amor e carinho. Observa-se na obra não uma superação, e sim a aceitação e sublimação dos fatos ocorridos. Portanto,  o livro da autora nos faz pensar sobre como a ausência dos pais pode gerar enormes danos nos filhos, contada numa história simples, mas sobre um assunto tão complexo.  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Distopia capitalista - a verdade sobre a classe média brasileira

Esta é a ideia do capitalismo: produzir e criar um exército de consumidores. Com apoio do governo estas grandes empresas recebem incentivos e faz girar seus produtos. A mídia é o vetor de propagação, que através de cenários paradisíacos iludem as pessoas que para ser o melhor deve consumir o produto A, para ser feliz tem de comprar o produto B e assim caímos neste rolo compressor do capitalismo. Já a classe média proveniente de um passado que no Brasil a colocava como classe D ou E ( abaixo ou entre a linha da pobreza) , mal tem formação educacional e política, na verdade é uma vítima do sistema econômico que massifica a população por meio da ilusão midiática. Vivemos uma grande distopia capitalista, com seres humanos "androidificados" (robotizados) neste sistema nefasto, principalmente nós países emergentes, que viraram templos do consumo desenfreados, por serem mais facilmente manipulados e querer imitar o estilo de vida da matriz global EUA. Enquanto isso, caminhamos para o caos político, social e econômico, aceitando as coisas como rês que vai para o abate. Não podemos ser meros coadjuvantes de nossa história, aceitarmos frações e migalhas informacionais vindas do meios de comunicação que manipulam nossas mentes e nos transformam em mortos vivos, necessitando de outros cérebros para nos guiar e sobreviver. Jamais permitirmos que esses parasitas políticos, que sugam nosso sangue, suor, salário, aposentadorias e direitos nos representem como homens públicos, votando projetos e leis que contrariam os interesses e benefícios para sociedade. Mas infelizmente vivemos num mundo distópico, na qual a democracia é uma mentira, a liberdade é uma ilusão. Somos escravos do poder midiático, do espetáculo, da manipulação e do consumo que conforta nossa vida medíocre, por sermos medianos. Portanto nos falta clareza, opinião e pensamento crítico. O capitalismo ilude a todos, por ser declarar um sistema em que as oportunidades são para todos, aqueles que não crescem é porque não trabalham, não criam, não geram riqueza e lucro, puro engodo, a máxima capitalista é explorar. explorar e explorar o máximo do despossuído. Então, criar um pequena classe média obtusa e acéfala, moldada pela mídia para o consumos, enquanto uma raríssima parcela da sociedade desfruta da riqueza. Pois, Marx já havia previsto no século XIX.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

As relações de trabalho na sociedade do conhecimento

A era da sociedade industrial com base na produção de bens tangíveis chegou ao fim e levando com ela as relações pautadas na luta de classe e os meios de produção. O legado deixado pela era industrial foi o crescimento exagerado das cidade, a divisão do trabalho e domínio dos meios de produção por uma burguesia capitalista que explorava os trabalhadores. No entanto, as lutas de classes serviram para a organização dos trabalhadores e o aparecimento dos sindicatos e associações e com isso melhorias no padrão de vida, apesar de que na maioria dos países emergentes a desigualdade social ainda prevalece com enorme impacto, a qual grande parte da população não tem acesso a educação, emprego, moradia, saúde. 
O capitalismo industrial nos países desenvolvidos gerou uma classe média alienada, cujo foco esta no consumo desenfreado e desprovida da capacidade de criar opinião, quando a faz tem como base as mídias de massa, manipuladas pelo estado e grandes corporações. A sociedade industrial fundamentada na relação terra-capital-trabalho por força das próprias mudanças, como a globalização dos mercados, as novas formas e relações de trabalho e o avanço tecnológico sai de cena para da lugar a intangibilidade crescente dos serviços pautados no conhecimento. 
A era da sociedade do conhecimento em que a industria passa embutir o conhecimento como o principal fator de competitividade e geração de riqueza. O conhecimento nesta nova era é o elemento chave para o sucesso das organizações e isto modificou profundamente as relações no mundo do trabalho. O trabalhador do conhecimento não vende mais sua força de trabalho, ou seja, deixou de ser mão de obra, tornando-se um trabalhador intelectual que pensa, age e toma decisões. Na sociedade do conhecimento a crescente industria é amplamente notada nos setores de TI, cinema, TV, consultoria que exige colaboradores pensantes, criativos e capazes de apresentar resultados efetivos. As formas de trabalho também mudaram com a sociedade do conhecimento, muitos trabalham em casa ou prestam serviços como freelancer através de contratos temporários, talvez possa parecer para alguns uma precarização do emprego, mas, na verdade é uma maneira de flexibilizar a jornada de trabalho e ampliar a legislação trabalhista. 
Essas mudanças nas relações de trabalho pautadas na sociedade do conhecimento contribuem para a colaboratividade e motivação das equipes, pois o foco estão nas pessoas. Sendo que a tecnologia não modifica o status quo das empresas e nem é um indicador de sucesso e competitividade, por exemplo, todas as empresas tem acesso ao mesmo software, mas são os seus colaboradores que detêm o conhecimento para fazer a diferença. 
A complexidade da sociedade do conhecimento não comporta mais a visão simplista e cartesiana da era industrial, temos a necessidade de uma olhar holístico, sistêmico, para que as empresas possam compreender as grandes transformações e assim enfrentá-las. Pois a visão sistêmica permite-nos entender de forma global as necessidades dos outros, sem sermos individualista. Esta é a chave da sociedade do conhecimento, em que o outro possa ser ator da sua própria história tendo voz e vez. 
As grandes empresas que desapareceram na atual sociedade do conhecimento foi justamente por não aceitarem as mudanças ocorridas no mercado, simplesmente faliram por não acreditarem que as novas tecnologias, as transformações nas relações de trabalho e de consumo poderiam de fato efetivar-se. 
Essas grandes empresas cometeram um enorme erro que lhe custaram o fim no mercado globalizado e altamente mutável. No entanto, poucas empresas centenárias sobreviveram e foram capazes de se adequar a nova sociedade, isto se deve a resiliência e aprendizagem contínua de seus colaboradores, gerentes e diretores, ou seja, o conhecimento das pessoas. As organizações que aprendem assim denominadas são aquelas que não visam o lucro obsessivo e sim a satisfação de por meio de um propósito claro e ao mesmo tempo aceitando a diversidade do mercado, consumidores e dos próprios colaboradores. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Rede social com espaço político

O conceito de rede social não é algo novo, construído pela tecnologias da informação e comunicação (TICS). Ela tem seu viés no campo sociológico, que busca compreender as interações humanas e os relacionamentos entre atores sociais. Filósofos, sociólogos, economistas e outros tantos profissionais procuraram entender as redes sociais como mecanismo de trocas informacionais e como instrumento de participação e pertencimento. O individuo seja consciente ou inconscientemente tem a necessidade de estar incluso em um grupo quer por afinidade ou mesmo pela vontade de pertencer em algo que lhe dar prazer. Este conjunto ou agrupamento de seres formam uma rede de interesses convergentes. No interior dessas redes as interações podem ser intensas e duradouras, ou mesmo, efêmeras e dispersas. Os estudos em redes sociais busca avaliar as interações e os fluxos de informação entre os atores que dela participam, daí nasce a análise de redes sociais (ARS) com a proposta de entender seus mecanismos tais como: ator, nós, ligações (links), centro, periferia, audiência, distâncias. A relação destes mecanismo permitem-nos compreender o comportamento dos atores e a sua atuação. Já os "links" e "nós" de uma rede é o modo de fluição das informações e conhecimentos que por ela perpassa, pois depende da quantidade de trocas informacionais. A intensidade das trocas de informação ou conhecimento determinará a posição e nas ligações de um ator na rede. Pois um ator que tem o papel central na rede provavelmente terá uma quantidade maior de links, do que aquele que está na periferia. Podemos dizer que o número de links e nós é um fator determinante para o fluxo de informações e ampliam as trocas de conhecimentos entre as pessoas. Atualmente, no âmbito da análise de redes socais (ARS) a tecnologia da informação e comunicação abriu um enorme caminho para que a ideia de rede social fosse transportada para o mundo virtual. Isso ofereceu mais subsídios ao estudo das interações e fluxos informacionais entre atores da rede. Com apoio da TICS percebeu-se uma reestruturação na forma de configuração das redes, tornando-as mais distribuídas, ou seja, não há mais um nó central, que a ordena. Nas redes distribuídas a informação flui de maneira rápida e sem a retenção de conhecimento, por que as trocas são múltiplas, não existindo a centralização de um comando que envia, recebe e distribui informações. As redes sociais sofreu grandes mudanças com a internet, se antes elas eram mais físicas e dotadas de caráter humano, agora vive no ciberespaço, na virtualidade. Mesmo assim a participação dos grupos sociais mantém-se ou talvez até ampliaram-se, basta vermos as manifestações, reivindicações e atos públicos que aglomeraram milhões de pessoas em todo mundo. Este fenômeno que encheram as ruas só foi possível através da ampliação das redes sociais no ciberespaço. Podemos dizer que a rede social tornou-se um importante instrumento de luta e conquista social. No entanto, a beleza da rede esconde uma questão polemizada por pensadores como Zygmunt Bauman sobre o fato da liquidez das relações e interações humanas. Vivemos em uma sociedade em que as relações estão cada vez mais superficiais e efêmeras e isto não é diferente no mundo virtual, na qual tudo é dinâmico. Entender as redes sociais requer de nós um conhecimento sobre as relações humanas, compreender o indivíduo e suas necessidades e talvez sabermos que a tecnologia não é uma solução única para resolvermos estes problemas. O ideal é retiramos das redes sociais o potencial que ela pode oferecer em termos interação, fluxo de informação. Pois, as força nas interações e nos fluxos informacionais aumentam a audiência e a participação. Observa-se, principalmente quem tem aproveitado desta participação nas redes sociais são os grupos políticos, ao fazer dela um palco de campanha para as eleições. Portanto, o uso da rede na política abriu um espaço de participação, que permite conhecermos propostas, sugerirmos ideias, aceitar ou não um programa de governo. No aspecto político o uso das redes ampliou o espaço democrático para que aqueles que não tinham voz pudessem expor seus sentimentos, angustias, desejos e participar como cidadão.  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Não somos vaquinha de presépio - somos cidadão

Como vai meus caros leitores, já faz um bom tempo que não venho aqui para colocar minhas ideias em prática e discutirmos sobre os atuais acontecimentos. No entanto algo que vem me deixando um tanto consternado é rumo de nossa política, que tornou-se assunto corriqueiro na grande mídia televisiva, além de outros meios de comunicação. Fala-se de crise, corrupção, lava-jato, impeachment, triplex, sitio, Petrobrás e por aí vai. A todo momento somos bombardeados com novas revelações, que já não são mais novidades para ninguém e sim fatos cotidianos da realidade brasileira. A manifestações pelo país não tem um porquê, sendo atos que caíram no vazio, enquanto isso, avança a tentativa de impedir a presidenta a dar continuidade ao seu governo. Tudo bem, diga-se de passagem que o governo está atrapalhado, desnorteado e sem uma direção, até concordo, por que realmente está, basta vermos os indicadores econômicos e sociais, por outro lado temos um legislativo ("covil de cobras") que nada faz em prol do cidadão, estão apenas preocupados em manter seu "curral eleitoral" (expressão ressuscitada de um passado coronelista e populista) e assim perpetuarem no poder. Percebemos a nocividade dos acontecimentos, como tudo isto é prejudicial à nação brasileira. De um lado um governo esvaziado pelos fatos de corrupção e incompetência, do outro uma parcela da câmara dos deputados que visam apenas a sua reeleição, troca de favores, sem contar que muitos deles estão envolvidos em atos ilícitos e jamais deveriam estar naquela casa, que por sinal virou a casa da Mãe Joana. Se a crise econômica foi deflagada, graças ao rumo político no país. Sinceramente, não vai ser o  impeachment da presidente que irá restaurar a confiança na política brasileira, por que infelizmente o sistema como um todo está corrompido. A crise não é só política e econômica, vai além, vivemos uma crise de valores, de moral, de identidade, pois é, não sabemos mais o que está certo ou errado. Nossas opiniões perderam fundamentação, não temos mais a capacidade de dialogar e compreender o outro. Os meios de comunicação de massa nos manipulam, com mentiras ou meias verdades em prol de interesses escusos. Esta é a nova sociedade, a sociedade do espetáculo, calcada apenas no consumismo, no prazer e nas relações efêmeras que impede-nos de ver obvio, a verdade. Saímos da realidade, para entrarmos em um mundo de fantasia criado pela publicidade e a mídia, com seus produtos inebriantes. Esta mesma mídia fala em democracia, igualdade, liberdade, no entanto o que vemos são enormes contrastes sociais, econômicos, direitos sendo violados, desrespeito ao cidadão. Por isso estamos em crise, justamente por não nos envolvermos e dialogarmos contra este atual quadro político podre, contaminado pela corrupção, interesses próprios. Enquanto a grande maioria da população padece na pobreza, no desemprego e na manipulação de uma elite nefasta.  



domingo, 15 de março de 2015

BIG DATA como ferramenta de Business Intelligence (BI)

BUSINESS INTELLIGENCE (BI) - CONCEITO E OBJETIVOS:


Podemos conceitualizar Business Intelligence (BI) como um conjunto de técnicas, recursos e metodologias que visa a coleta, análise, processamento e compartilhamento de informações por meio de dados desestruturados existentes em ERP’s, CRM’S, Data Warehousing (DW) e  Data Mining (DM).

O objetivo de se implantar o Business Intelligence (BI) nas organizações é interpretar o grande volume de dados, sejam os dados produzidos internamente pelas empresas ou obtidos externamente.

PAPEL DA BI NAS EMPRESAS:


O Business Intelligence (BI) é uma estratégia importante nas empresas, principalmente para vencer o excesso de informação e entender os clientes; otimizar processos e projetos e mitigar riscos com maior segurança.
O Business Intelligence (BI) tem como vantagem o suporte à decisões operacionais e estratégicas dos negócios. 

                Fig. 1 – Funções das principais ferramentas de Business Intelligence (BI) 


BIG DATA COMO FERRAMENTA DE BUSINESS INTELLIGENCE (BI):


O BIG DATA e um fenômeno relacionado ao grande volume de dados, que atualmente é um maiores problemas na vida das empresas. Portanto, um projeto de organização desses dados pode agregar uma enorme vantagem competitiva aos negócios. Investir em ferramentas de BIG DATA pode trazer boas vantagens tais como:
  •         Unificação das informações;
  •         Facilidade de Compartilhamento;
  •         Apoio à decisão;
  •         Segurança de dados;
  •         Eficiência na gestão de projetos;
  •         Informações privilegiadas.

O princípio do BIG DATA é pautado no 5 V’s:

  • Volume – quantidade de dados produzidos e que cresce de forma exponencial;
  • Velocidade – rapidez com que acessamos esses dados para atender o cliente;
  • Variedade – diversificação e formatos dos dados encontrados (imagens, vídeo, textos);
  • Veracidade – relaciona-se à autenticidade, consistência e confiabilidade dos dados;
  • Valor – está ligada ao custo x benefício, se há uma viabilidade de retorno no investimento de ferramentas de BIG DATA.

A ideia de BIG DATA é uma realidade da qual não podemos fugir, pois a quantidade de dados produzidos somente nesta primeira década do século XXI representa quase a totalidade gerada durante o século XX. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Redes de A a Z: parte - 2

Redes sociais:

  Quando se fala em redes sociais logo pensamos em tecnologia da informação e aplicativos de relacionamentos disponíveis na internet, tais como: Facebook, Linkedin, Twitter, Whatsapp, Tumblr e outros, o conceito vai além do aspecto tecnológico e envolve principalmente pessoas, empresas e instituições.
  Uma rede social refere-se a um conjunto de pessoas (empresas ou organizações) conectadas por relacionamentos sociais motivados por amizades, relações de trabalho ou troca de informação, sendo a representação formal de atores e suas relações (TOMÁEL, 2007).  
 Na visão de Silva e Ferreira a rede social é compreendida como um conjunto de pessoas (empresas ou instituições) interligadas por um conjunto de relações de trabalho, trocas comerciais ou informações.
  O papel das redes sociais nas organizações tem como objetivo:
·         Mapear competências de seus atores;
·         Promover a colaboratividade e aprendizagem entre os atores;
·         Criar novos conhecimentos através dos fluxos de informação presentes na rede;

Aspecto sociológico das redes sociais:

   As redes sociais se formalizam em instituições e organizações da sociedade, reproduzindo relações de poder geradas dentro de si (CASTELLS, 2010).
  Na atual sociedade da informação e do conhecimento marcada pela expansão de ocupações produtoras e disseminadoras de conhecimento, a tecnologia e suas aplicações atuam como ferramentas para melhorar gerenciamento e o processamento das informações nos ambientes organizacionais.
   As redes sociais adquirem um grande valor nesta sociedade da informação e do conhecimento, devido a capacidade de compartilhamento e troca de informações e conhecimento dos participantes da rede.
    Podemos dizer que a combinação entre informação e redes sociais geram fluxos de conhecimentos, que se movem por toda rede. Então, vivemos numa sociedade em rede e na era da informação e do conhecimentos, cujas funções e processos sociais (organizacionais) existem em torno das redes. 
  No ambiente organizacional as redes sociais funcionam como espaços de informação e de conhecimento (TOMÁEL, 2005). Nestes espaços a gestão do conhecimento deve proporcionar o aprendizado e a inovação como elemento de competividade.
   O objetivo da gestão do conhecimento no âmbito das redes é trabalhar com o conhecimento existente nas organizações, pois o conhecimento reside nas pessoas e são elas que fazem as coisas acontecerem.
Mas enfim, o que é gestão do conhecimento?

  A gestão do conhecimento pode ser conceitualizada como um conjunto de estratégias e processos de identificação, captura, compartilhamento e utilização do conhecimento tácito para identificar a competitividade. Estes processos podem ser observados na espiral do conhecimento criado por Nonaka e Takeuchi (1998) para explicar a conversão dos conhecimento tácitos (caráter pessoal, difícil de transmitir, envolve intuição, habilidades pessoais, experiências, crenças e percepções) e conhecimentos explícitos (formal, registrado, codificado, materializado em documentos, sons, vídeos, imagens). 

                    
 Fig-4: Espiral do conhecimento (NONAKA & TAKEUCHI, 1998)


    As redes sociais de informação (RSI) segue a mesma definição de redes sociais, mas com viés para circulação dos fluxos de informação. 
Para Allen et al (2007) as redes sociais de informação tem sido utilizada em estudos de fluxos de informação e conhecimento, que aplicada nas organizações permite identificar os fluxos informacionais, o papel dos atores e os relacionamentos que compõem as redes informais.
   Ao fazer a análise dessas redes sociais de informação podemos identificar e visualizar grupos de trabalhos, divisões internas destes grupos e os atores centrais e periféricos.   

Análise de Redes Sociais (ARS):

   A análise de redes sociais (ARS) é uma ferramenta metodológica importante para estudar os relacionamentos sociais e organizacionais que fomentam o compartilhamento da informação e do conhecimento nas redes.
  A análise das redes sociais como método permite gerenciar os conhecimentos até então desconhecidos pelas organizações. Pois com a ARS podemos identificar e analisar os fluxos de informações entre os atores da rede.
   
Análise de redes sociais em organizações:

  Conhecida como redes organizacionais, trata-se de um modelo de rede em que os nós são os funcionários e as ligações entre eles representam as relações sociais e os fluxos de informação. Essas redes se caracterizam pela:
  •        Dinamicidade;
  •            Estratégias;
  •              Infraestrutura;
  •             Fluidez presente nas trocas de informação;

    Se quisermos melhorar o fluxo de conhecimento nas organizações, precisamos compreender os padrões de interação, os papeis dos atores, a quantidade de ligações entre as pessoas e os gargalos existentes nas redes, portanto tal compreensão virá da análise de redes sociais como metodologia de pesquisa.
    A Análise de Redes Sociais (ARS) tem como objetivo identificar o posicionamento e as relações dos sujeitos em uma rede. As relações dentro dessa rede são dotadas de conhecimentos tácitos, que geralmente precisam ser gerenciados para obtenção das melhores práticas organizacionais.

Redes colaborativas:

  Constituídas por indivíduos, em grande parte autônomos, distribuídos geograficamente e heterogêneos culturalmente e organizacionalmente as redes colaborativas permitem que a informação e o conhecimento possa ser compartilhado, gerando novos conhecimentos e além de alavancar o aprendizado.
   A colaboração dentro das redes nasce da vontade de seus participantes compartilharem informações e conhecimentos.
Numa abordagem voltada ao contexto empresarial, Podolny e Stuart (1995) sugerem que redes informais possibilitam a troca de recursos como experiências e a difusão de informações estratégicas associadas ao trabalho, permitindo a definição de normas e identidade de uma empresa.

   Nas redes organizacionais o fluxo de informação é o principal elemento para entendermos como são constituídos os vínculos de interação e colaboração. Os fluxos de informação movimentam e fortalecem as redes. 
   As redes colaborativas promovem na organização maior flexibilidade, inovação e eficiência, assim como qualidade de produtos ou serviços em virtude de efetivamente unir competências.
 

Referências:

ALLEN, J et al. Formal versus informal knowledge networks in R&D: a case study using social networking analysis. R&D management, v.37, n.3, p.179-196, 2007.

CASTELLS, M. Redes sociais e transformação da sociedade. In: Cadernos Ruth Cardoso. Centro Ruth Cardoso, p.86-96, 2010.

NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

PODOLNY, J. M; STUART, T. E. A role-based ecology of technological change. American Journal of sociology, v.100, p.1224-1260, 1995.

SILVA, A. B. O; FERREIRA, M. A. T. Gestão do conhecimento e capital social: as redes e sua importância para as empresas: Londrina: Informação & informação, v.12, n. esp, 2007.

TOMAEL, M. I. Redes sociais, conhecimento e inovação localizada. Londrina: Informação & informação, v.12, n. esp, 2007.

TOMAEL, M. I. Das redes sociais à inovação. Brasília: Revista ciência da Informação, v.34, n.2, maio/ago. 2005.

TOMAEL, M. I; MARTELETTO, R. M. Redes sociais: posição dos atores no fluxo de informação. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, n. esp, p.75-91, 1º sem 2006: VI ENANCIB.  

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Redes de A a Z: parte - 1


Neste estudo procuramos apresentar em partes as origens, os conceitos e definições e  a importância das redes nas organizações e sua relação com a gestão do conhecimento e aprendizagem dentro das empresas com intuito de criar um ambiente colaborativo. 

"O conhecimento é intrínseco ao ser humano, então se as redes de conhecimento são dotadas de pessoas, são elas que fazem as redes. Não há rede social sem pessoas".


Redes - definição e conceito:

A definição do termo rede sugere fluxo, movimento, que é composta pelos elementos:
  •      Nós ou atores – colaboradores de uma organização, capital humano, pessoas;
  •           Vínculos ou relações – ligação entre um ator e outro;
  •           Cliques;
  •           Centralidade – distâncias entre um ator e outro;
  •           Fluxos – evento que se manifesta numa relação.

Os atores ou nós são as pessoas ou organizações que se comunicam-na rede.  Já os cliques são os atores (nós) mais fortes diretamente ligados aos outros atores.
A centralidade é um elemento quantitativo utilizado para medir a posição que um ator (individuo ou organização) ocupa em relação as trocas de informação e conhecimento na rede.

O conceito de rede na visão de Tomáel e Marteleto (2006) se pauta na representação formal de atores e suas relações. A figura-1 representa um modelo de rede, onde os círculos são os atores e as setas as relações entre esses atores. 

Fig. 1 - exemplo de representação formal nas redes. 

Uma rede pode ser entendida como grupos de indivíduos que se relacionam com um fim específico, caracterizando-se pela existência de fluxos de informação. Geralmente as redes são estruturas invisíveis, informais, dotadas de conhecimento tácito, sendo um conjunto de conexões ocultas que visam a comunicação, ajuda mútua, emergindo partir de interesses compartilháveis. As redes como estrutura social é composta por indivíduos, organizações, empresas e sistemas de informação conectados por relações de amizade, familiares, comerciais, que desencadeiam fluxos provenientes do compartilhamento de informações e conhecimento. Sobre as conexões presentes nas redes, observa-se que os atores como maior números de conexões estão expostos a mais informações e de natureza diversificada. Esses indivíduos mais conectados e com mais relações têm a possibilidade de serem mais influentes.

As redes podem ser:

  •  Centralizadas – com estrutura hierárquica, que possui um nó central, ao ser eliminado afeta toda rede. 

Fig-2: exemplo de rede centralizada – forma estelar 
Na rede centralizada a informação e o conhecimento se concentra em um único ator, que detém o poder.

  •  Distribuídas ou descentralizada – forma uma malha, onde os nós tem a mesma importância entre si, e para alcançar um deles existem vários caminhos possíveis. 


Fig-3: exemplo de rede distribuída ou descentralizada – forma circular


Na rede distribuída ou descentralizada a informação e o conhecimento flui entre todos os atores de forma igualitária.


O porquê da rede?

As redes podem ser constituídas com objetivo de solucionar problemas. O propósito central das redes é reunir atributos organizacionais (pessoas) que permitam uma adequação ao ambiente competitivo de negócios. A rede é entendida como um arranjo que pode ser manejado intencionalmente com o objetivo de obter vantagem competitiva.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Líder, liderança e liderados componentes do sucesso empresarial

O verdadeiro líder segundo James Hunter é aquele que se dispõe a servir e não ser apenas servido, este tipo de líder está presente na figura de Jesus Cristo, que diante de suas atitudes arrebanhou milhões de seguidores por todo planeta. 
Atualmente o sucesso empresarial se pauta na liderança e não mais no gerente. O líder é um motivador, que faz com que as pessoas se sintam melhor para desenvolver seu trabalho.
O líder deve transferir aos liderados as seguintes características: zelo, firmeza, honestidade, transparência e integridade no intuito de criar um clima de confiança, sendo o principal ingrediente para a boa gestão.
A comunicação é um outro fator de extrema importância na vida do líder. Pois a capacidade de comunicar-se bem facilita a relação do líder com os liderados. Portanto uma comunicação dotada de clareza, concisão e coesão promovem diálogos fáceis de serem compreendidos por todos.   
O líder deve ser capaz de desenvolver a capacidade de aprender e estimular os talentos das pessoas. Nas organizações a valorização das competências e do capital intelectual são essenciais para a competitividade no mercado. Assim, a gestão de pessoas deve ter como foco principal a capacitação dos profissionais, além de captar e manter esses talentos humanos nas organizações.
O líder deve se fazer aceito pelos liderados e para que isso ocorra um bom líder precisa apresentar:
·         Aceitação;
·         Competência;
·         Dedicação;
·         Prática.
No âmbito da aplicação de pessoas a liderança se caracteriza pelo:
1-      Coaching – relação entre líderes e colaboradores: envolve a transmissão de experiência, incentivo e apoio ao alto desempenho e compartilhamento do conhecimento.
2-      Gestão do conhecimento – busca identificar, desenvolver, disseminar e atualizar os conhecimentos que sejam relevantes para a organização. Isto é realizado através de processos internos e externos. Estes conhecimentos que existem nas organizações pode ser tácito (subjetivo: experiências e valores a serem processados) ou explícito (objetivo: formal e informações processadas).  
A liderança no âmbito organizacional favorece não só a comunicação, mas também o clima organizacional, a gestão de conflitos e a gestão de mudanças, atuando como uma ferramenta estratégica na gestão de pessoas que agrega valor aos resultados e conhecimentos de qualquer organização.
Os aspectos que fomentam a liderança são: clareza nos objetivos, motivação e envolvimento das pessoas no trabalho e os desafios colocados pelo líder para que se atinja uma meta. 
Mas enfim o que é liderança? Na visão de Cavalcanti(2009) a liderança pode ser conceituada simplesmente como a capacidade de influenciar pessoas ou grupos. Talvez podemos ir mais longe é dizer que liderança é mais do que influenciar. Pois, liderar é ser capaz de motivar as pessoas, tirar delas habilidades e competências que possam ser úteis a organização, talvez torna-las mais criativas e confiantes no exercício de suas atividades. Então, liderar é nada mais, nada menos que motivar, e a motivação é o motor principal para a produtividade.
O modo de liderar está atrelado a um conjunto de variáveis, que fará com que o líder procure adaptar suas opiniões e observações em relação aos liderados.    
O papel do líder no âmbito organizacional envolve:  gestão de metas, processos, mudanças e controle de resultados voltados para o desenvolvimento dos colaboradores e estimulo à criatividade.
A organização e a gestão de pessoas tem como missão fomentar a liderança, ou seja, fornecer subsídios para identificar e cultivar os potenciais líderes.
A liderança é fundamental para auxiliar nas estratégias organizacionais e na gestão do conhecimento, estimulando a participação e o aprendizado, gerando e disseminando novos conhecimentos orientados para a inovação e competitividade.
Liderança transformacional:
Liderança transformacional é aquela que possui carisma e tem grande compromisso pessoal para atingir as metas. Portanto, é uma liderança inspirada na motivação, que busca compartilhar com sua equipe as ideias e experiências.
A liderança transformacional está ligada ao comprometimento organizacional. Este comprometimento organizacional se baseia em sete dimensões, sendo eles:
1-      Internalização dos valores e objetivos organizacionais;
2-      A obrigação em permanecer na organização;
3-      Obrigação pelo desempenho;
4-      Sentimento de pertencimento;
5-      Falta de recompensa e oportunidades;
6-      Linha consistente de atividades;
7-      Escassez de alternativas.
Para Chiavenato (2004, p.63) o líder deve ter habilidade em:
·         Gerenciar as tensões do cotidiano, tornando o ambiente de trabalho menos estressante;
·         Desenvolver a auto atenção, assim identificar o estilo de comportamento a ser tomado perante a mudança que deseja incentivar;
·         Agir de forma racional e criativa para resolver os problemas.
Na visão de Carvalho Jr (2006) os líderes podem ser tipificados em:
a.       Líder autocrático – é o que decide tudo, não permitindo ao grupo liberdade para intervir. Possui um estilo dominador;
b.      Líder democrático – as diretrizes são discutidas pelo grupo até chegar numa decisão definitiva;
c.       Líder liberal – Oferece liberdade completa ao grupo e indivíduos na tomada de decisão, tem uma participação mínima. 

Liderar não é só a capacidade de influenciar as pessoas a trabalharem em prol de nossos projetos, envolve uma série fatores internos e externos, tais como: motivação, satisfação de necessidades, compartilhamento de informação, cultura e valores organizacionais e pessoais seja por parte do líder quanto do liderado. Esses fatores são determinantes para que os líderes possam conhecer o ambiente organizacional onde atuarão e assim planejar suas estratégias de liderança. A boa aceitação de um líder dentro da organização depende de seu comportamento e atitudes perante aos colaboradores e sua relação com os gestores de alto escalão. O bom líder é aquele sabe se comunicar de forma clara e objetiva. As boas lideranças são imprescindíveis nas empresas por serem agentes informacionais, que viabilizam o compartilhamento e trocas de conhecimentos, sendo o conhecimento um ativo de alto valor agregado para o sucesso empresarial.

Referências:

CAVALCANTI, V. L. Liderança e motivação. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009.

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Campus, 2004.


CARVALHO JR., Abílio Gomes de. O impacto da liderança transformacional no desempenho individual: um estudo sobre funcionários de call centers e seus líderes. Dissertação (Mestrado em Administração). Rio de Janeiro. 62 p. Faculdade de Economia e Finanças IBMEC, 2006.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

BIG DATA: o que isso é isso?

Meus caros leitores tenho andado meio sumido deste Blog, deixando de fornecer vocês com minhas impressões, ideias, comentários e informações, mas agora volto com um assunto a qual venho dedicando e procurando aprender, O Big Data. Tanto que, no mês de junho participei do ECM show 2013 no Rio de Janeiro que vislumbrou o tema e a sua importância na gestão da informação e no negócios. Enfim, o que é esse tal de Big Data? antes de entrarmos nos conceitos, definições, características, vantagens, usos e outros aspectos a respeito do assunto, temos que fazer um exercício mental de como chegamos ao excesso de informação e quanto isso tem influenciado não só a nossa vida, mas as empresas, a sociedade, a cultura, a economia, o consumo. Por aí observamos que a explosão da informação não foi um na verdade um "Big Bang" que se deu da noite para o dia e de repente tivemos uma tempestade de dados e informações que logo passou, pelo contrário é um processo contínuo e acumulativo, que vem ao longo do século XX e se manterá neste século, na qual as antigas fontes (formatos impressos, microfichas, VHS e  muitas outras) de informação junta-se às novas tecnologias de informação e comunicação, mídias, além das bibliotecas digitais, repositórios de informação, banco de dados e ferramentas de gestão. Assim, eu poderia denominar provisoriamente essa avalanche informacional de Big Data, mas ao longo do texto veremos que o tema é muito mais amplo e complexo, e as discussões encontra-se ainda muito recente. Portanto, o ideal é apoiar-se na literatura produzida pelos especialistas no assunto. Já sabemos que há uma complexidade no que vem a ser o Big Data, pois seu conceito está ligado ao armazenamento de dados proveniente das mais variadas fontes e formas, além do grande volume destes dados. Então como armazenar a crescente massa de dados e transforma-lá em informação útil para as empresas? Esse talvez, seja o papel do Big Data. Mas a questão não é só armazenar, sendo que o objetivo das empresas em relação aos dados envolve coleta, processamento, análise e interpretação, dessa forma transformando-o em informação utilizável por exemplo, para tomada de decisão. Portanto o Big Data é um conceito que busca observar atentamente os padrões e comportamentos como uma maneira obter vantagem competitiva nos mundo dos negócios. A forma encontrada pelo especialistas e analistas para aplicação do Big Data nos negócios, ainda é uma questão nebulosa, devido ao fato de ser uma área do conhecimento ainda em construção e complexa, que envolve diversos campos do saber como estatística, computação, administração e outras, ou seja é um verdadeiro guarda-chuva do conhecimento. Em suma, as ferramentas de Big Data precisam lidar com três características intrínsecas aos dados nesse tempo de globalização e alta tecnologia, que são o volume, velocidade e variabilidade. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Mudar: uma necessidade para crescer


Todo desenvolvimento ocorrido até agora no planeta é fruto da necessidade de mudança para que o homem possa se adaptar ao meio em que vive. Portanto mudar é nada mais do que alterar rotas para se atingir objetivos, mesmo que os resultados possam ser desconhecidos. No mundo corporativo, a palavra mudança é muito mais forte, sendo elas protagonistas das grandes transformações tecnológicas, econômicas, sociais e políticas. As empresas também geram mudanças em seu ambiente interno, justamente para atender as necessidades de seus colaboradores, clientes e assim obter maior competitividade no mercado. Mas o principal objetivo das empresas alterarem suas rotas internamente e fazer frente às transformações ocorridas no mundo dos negócios, onde podemos citar a globalização que encurtou as distâncias entre os mercados no mundo. Mas para que a mudança nas organizações? Se sua empresa ainda não se convenceu dos argumentos colocados anteriormente, então, ela esta fadada a morte. Pois mudar é o mesmo que inovar, recriar, re-planejar, ou seja, trazer novos elementos (mesmo desconhecidos) que serão necessários para o desenvolvimento organizacional. A princípio, até concordo que a mudança organizacional é uma geradora de medo e incertezas, que a maioria dos colaboradores fique apreensivos por terem de lidar com o novo. Nesse momento, a figura do líder é indispensável, pois é ele que vai conduzir as pessoas a uma mudança menos traumática, sem que elas percam o foco e possam aprender a aceitar a futura situação.  O papel do líder é mostrar para seus liderados que sem mudanças não há crescimento, nem inovação e muitos menos competitividade. Para ilustramos essa relação líder e mudança, podemos exemplificar através de uma estória bastante interessante que começa assim:
Todas as manhãs um mestre zen-budista junto com seu jovem discípulo passavam por uma ruela de um vilarejo, ao lado de um abismo e via um casebre de palha e na porta uma família muito pobre, que mal tinha o que comer. Essa família tinha uma cabra que lhe fornecia leite, sua única refeição. Aquilo começou a intrigar o discípulo, então perguntou ao mestre:
- Por que aquela família não busca outras fontes para se alimentar?
- Então respondeu o mestre: volte lá à noite e jogue cabra no abismo.
- Mas mestre, a cabra é única coisa que aquela família tem.
Depois de muita discussão, o discípulo acata as ordens do mestre que era o líder e seu pedido nesse momento não podia ser questionado por ele ser o sábio. Então, a noite quando toda a família já estava dormindo, o jovem discípulo mesmo contrariado jogou a cabra no abismo vendo-a morrer. Quinze anos se passaram é o discípulo, agora monge passa por aquela mesma ruela observa que no lugar daquele antigo casebre há uma casa muito boa com um enorme galpão e dois caminhões ao fundo, além de uma plantação extensa. Aquilo atiçou a curiosidade do atual monge e antigo discípulo, então chamou na casa, logo veio um senhor que o atendeu prontamente. O monge logo perguntou:
- Onde está aquela família pobre que morava no casebre que existia aqui?
- Respondeu o senhor: sempre moramos aqui, mas como a nossa cabra morreu, então tivemos que trabalhar duro para não passar fome, assim nós começamos plantar e aprendemos que era preciso vender parte de que produzíamos para gerar mais, então melhoramos a casa, construímos os galpões e compramos esses caminhões para escoar a produção, tudo isso graças à morte de nossa cabra. 
O monge foi embora aliviado do peso da morte da cabra e por saber que seu antigo mestre era um verdadeiro líder e sábio que o ensinou como é importante se livrar daquilo que nos impede de crescer e obter o sucesso. Com essa bela estória, nós aprendemos que a mudança significa a capacidade de deixar para trás os velhos hábitos, crenças e valores que prejudicam nossas vidas, e ao tempo sermos capazes de reaprender continuamente. Nos aspecto da mudança organizacional, podemos dizer que as empresas devem atirar diariamente suas cabras no abismo se quiserem alcançar seus objetivos e alinhar seus negócios com as grandes transformações recorrentes em todo mundo, mas isso vai depender da visão dos líderes, da motivação dos colaboradores e da cultura criada dentro da organização. A mudança é mais um fator endógeno que exógeno, ela ocorre de dentro para fora, ou seja, deve partir da vontade das pessoas de exterminarem suas cabras.          

Natureza

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